Três mil pessoas lotam Unicamp em busca de redução de estômago

Ricardo Brandt

Do Estadão Conteúdo, em Campinas

Pelo menos 3 mil obesos de vários cantos do país lotaram o ginásio da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na manhã desta quarta-feira (12), em busca de uma cirurgia bariátrica. Eles passaram pelo processo de triagem, com pesagem e cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), para serem habilitados no grupo pré-operatório de cirurgia de redução do estômago, feito no Hospital das Clínicas da Universidade, pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

São aptos a integrar a fila de espera, que é de 2 mil pessoas, quem está com o IMC igual ou maior que 40 ou acima de 35 para quem tem doenças associadas como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, síndrome metabólica e apneia do sono. Os candidatos devem ter também mais de 16 anos.

O processo é realizado duas vezes ao ano. "A obesidade mórbida não é uma questão estética, mas trata-se de uma doença crônica e inflamatória, de acordo com a Organização Mundial de Saúde", explica o gastrocirurgião Elinton Adami Chaim, chefe do grupo de cirurgia bariátrica do HC da Unicamp.

A universidade informou que reduziu o tempo de espera da cirurgia de oito para até quatro anos. Chaim afirma que além do crescimento da população doente, há carência de mais leitos e de estrutura. "Temos feito uma média de 20 cirurgias por mês, mas as vagas são restritas", disse Chaim. "Fomos incentivadas por um amigo que operou no ano passado. Ele está lindo", afirmou Vera Lúcia Fernandes que tem diabetes e viajou de Rifâina até Campinas para se candidatar ao procedimento.

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