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Cachorro de enfermeira com ebola foi sacrificado, segundo jornal espanhol

Javier Romero denunciou a ordem de sacrificar seu cão para evitar que o ebola se espalhe - Arquivo pessoal
Javier Romero denunciou a ordem de sacrificar seu cão para evitar que o ebola se espalhe Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

08/10/2014 10h52

Excalibur, o cachorro da enfermeira espanhola que contraiu o vírus ebola em Madri, Teresa Romeo, foi sacrificado para evitar riscos de transmitir o vírus a humanos. A informação foi confirmada por fontes da Universidade Complutense de Madri ao jornal espanhol "El Mundo".

Os internautas se mobilizaram para tentar impedir o sacrifício do animal. No Twitter, usuários postaram fotos de animais com a hashatg #salvemosexcalibur (Vamos salvar Excalibur, em livre tradução).  Nas imagens, os animais apareciam ao lado de cartazes pedindo que o cachorro não seja sacrificado.

O site "change.org" também criou uma petição online em busca de 300 mil assinaturas para impedir o sacrifício do animal.

O objetivo da petição era que as autoridades colocassem o animal em quarentena ou isolamento, ao invés de sacrificá-lo. A ideia partiu de Carmen Sánchez Montañés, uma mulher de Sevilha, na Espanha, que convoca a adesão dos amantes de animais à iniciativa. "Não é justo que além do contágio do ebola pela falta de recursos a enfermeira também perca o cachorro por um simples capricho", afirma no site da campanha.

"É muito mais fácil isolar o animal ou colocá-lo em quarentena, assim como fizeram com o marido da vítima. Se esta menina morresse, para seu marido, o cachorro, que os acompanha há anos, seria um grande apoio emocional. Para este casal não é 'só' um cachorro, é alguém da família", afirma.

A Secretaria de Saúde havia explicado em nota que a eutanásia deveria seguir procedimentos de biossegurança e o cadáver do animal será incinerado.

A campanha teve início na segunda-feira (6) graças à denúncia do marido da enfermeira Javier Romeo, que também está isolado. Ele entrou em contato com a Asociacion Protectora Villa Pepa e denunciou a ordem de sacrificar o cão. A associação replicou a mensagem no Facebook.

"Parece-me injusto que por um erro deles, querem solucionar isso pela via mais rápida. Se tanto os preocupa este problema, creio que podem buscar outro tipo de soluções alternativas, como por exemplo colocar o cão em quarentena e observação como foi feito comigo", disse em parte da mensagem.

Na nota, a secretaria informa que "segundo informação científica disponível, existem dados que confirmam que há cães com anticorpos positivos para o vírus ebola, o que indica que os cães podem sofrer um processo de viremia (presença de vírus no sangue), embora se mostrem assintomáticos. Em consequência, não existe garantia de que os animais infectados não eliminem o vírus através de seus fluídos orgânicos, com potencial risco de contágio".

A nota diz ainda que a secretaria consultou o Ministério da Saúde, da Agricultura, da Alimentação, do Meio Ambiente, e a diretoria da Organização Mundial de Saúde Animal antes de decidir pela eutanásia do cão.

"Não podemos nos arriscar", disse Felipe Vilas, presidente do órgão oficial dos veterinários de Madri ao jornal "El País". Vilas levou em conta os casos de animais infectados nos países onde há surto de ebola.

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(Com Efe e jornais internacionais)

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