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Ministério amplia vacinação de febre amarela em cidades de MG, ES, RJ e BA

Douglas Magno/AFP Photo
Imagem: Douglas Magno/AFP Photo

Do UOL, em São Paulo

18/01/2017 17h56

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta (18) que vai ampliar a vacinação para febre amarela em cidades de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia. Até o momento, há 206 casos suspeitos de febre amarela em áreas rurais de 29 municípios.

Existe ainda a suspeita de que 53 pessoas tenham morrido em decorrência da doença desde o início de surto. Quatro mortes por febre amarela silvestre já foram confirmadas em Minas Gerais.

A ideia é criar um bloqueio contra o vírus, que é transmitido por mosquitos, em geral, em áreas silvestres; nas áreas urbanas, a transmissão é feita pelo Aedes aegypti, o mosquito da dengue. Nesses lugares, moradores de área rural e aqueles que não foram vacinados (com duas doses) devem ser privilegiados. 

Os pacientes com sintomas característicos da doença - febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, por, em média, três dias - receberão atenção especial.

O último surto da febre amarela silvestre ocorreu entre 2008 e 2009, quando 51 ocorrências foram confirmadas. 

"A vacina confere proteção para as pessoas que já tomaram as duas doses. Essas pessoas estão imunes", explicou o secretário-executivo Antonio Nardi.

Quem não mora em uma cidade com alerta para febre amarela não precisa tomar a vacina, a menos que a pessoa viaje para áreas com transmissão comprovada da doença. A imunização deve ser a pelo menos dez dias da viagem.

A vacina de febre amarela já faz parte do calendário anual de imunização em 19 Estados. Em 2016, o ministério distribuiu mais de 16 milhões de doses da vacina.

Quem não deve tomar

Por se tratar de um vírus vivo atenuado, a vacina oferece riscos para pessoas que possuem baixa imunidade ou que tenham alergia a ovo, que é usado em sua fabricação. Nessas pessoas, ela pode causar reações alérgicas, reações no sistema nervoso central e o desenvolvimento da própria doença.

Assim, ela não é recomendada para quem é portador de HIV, pessoas que possuem doenças que diminuem a imunidade natural do corpo (como câncer), para bebês com menos de seis meses, mulheres grávidas ou que estejam amamentando e idosos com mais de 60 anos. Pessoas com esse perfil até podem tomar a vacina, mas precisam passar antes por avaliação médica.