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Governo e indústria pactuam reduzir açúcar em 5 grupos de alimentos

Redução de açúcar tem como objetivo diminuir obesidade e doenças crônicas - iStock
Redução de açúcar tem como objetivo diminuir obesidade e doenças crônicas Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

26/11/2018 15h09Atualizada em 26/11/2018 20h21

O Ministério da Saúde e a indústria de alimentos assinaram um acordo nesta segunda-feira (26) para reduzir a quantidade de açúcar em produtos industrializados. Anunciada pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, a iniciativa pretende reduzir em 144 mil toneladas o consumo de açúcar no país até 2022.

A meta é reduzir o teor de açúcar em cinco categorias de produtos industrializados:

  1. Bebidas adoçadas
  2. Biscoitos
  3. Achocolatados em pó
  4. Bolos e misturas para bolos
  5. Produtos lácteos.

Segundo a pasta, o brasileiro consome, em média, 80 gramas de açúcar por dia - 50% a mais do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O consumo equivale a oito colheres de sopa cheias de açúcar por dia, e um 36% disso vem de produtos industrializados.

Segundo o documento assinado, achocolatados terão de diminuir em até 10,5% a quantidade de açúcar utilizado em suas preparações. Já biscoitos reduzirão em até 62,4% o uso do ingrediente. 

Segundo o documento assinado, achocolatados terão de diminuir em até 10,5% a quantidade de açúcar utilizado em suas preparações. Já biscoitos reduzirão em até 62,4% o uso do ingrediente. 

Hoje, um terço desse consumo vem de produtos industrializados.

O monitoramento da redução de açúcar dos alimentos será feito a cada dois anos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A primeira análise ocorrerá no final de 2020.

Fazem parte do acordo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (Abir), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados e a (Abimapi) e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos).

 O pacto segue o modelo adotado em 2011 para redução de sódio de alimentos processados.

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