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Após praia lotada, Witzel faz apelo à população: "Pelo amor de Deus"

Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro - Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo
Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro Imagem: Dikran Junior/Futura Press/Estadão Conteúdo

Igor Mello

Do UOL, no Rio

16/03/2020 13h17

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), voltou a pedir para que a população evite aglomerações após um fim de semana com registros de praias lotadas, bares e restaurantes cheios e manifestação convocada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Witzel evitou falar em medidas de força contra aglomerações, mas pediu que a população tenha consciência para ajudar a conter o número de casos de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

"Quero pedir à população pelo amor de Deus e pelo amor que você tem aos seus pais e aos seus avós", afirmou Witzel em entrevista hoje à TV Globo. "Esse vírus vai se propagar de uma forma ou de outra, mas a velocidade de propagação vai da população entender que não pode se aglomerar."

O governador irá anunciar na tarde desta segunda-feira (16) novas medidas para o enfrentamento da pandemia. Segundo ele, há discussões com empresários sobre mudanças nos horários de trabalho e com o setor de bares e restaurantes para escalonar o funcionamento desses espaços. Na sexta-feira (13), o governador decretou uma série de restrições a circulação de pessoas, como a suspensão das aulas em escolas públicas e privadas, assim como a proibição de eventos esportivos, culturais, manifestações e comícios com aglomeração de público.

Witzel admitiu que hoje o estado teria dificuldades para lidar com um grande número de casos graves —o primeiro, um homem de 65 anos, está internado em um hospital particular.

"Hoje praticamente não temos capacidade de absorver nenhum doente com dificuldade respiratória. Estamos preparando para ter 300 leitos daqui a 30 dias", disse o governador.

O governador evitou, porém, voltar a dizer que pode adotar medidas de força —como o uso da Polícia Militar— para evitar aglomerações nas praias. A preocupação com a orla se tornou maior após a suspensão das aulas, fazendo com que um contingente grande de crianças e adolescentes esteja em casa.

Witzel destacou que hoje "a situação é grave e vai ficar gravíssima" por conta de uma possível epidemia. Após organizadores das manifestações pró-Bolsonaro repassarem em diversos locais do Brasil informações falsas a respeito do coronavírus, o governador fez um apelo para que a população procure as fontes oficiais para se informar sobre a doença.

"Não acredite em outra fala que não seja essa do nosso secretário e dos nossos especialistas. É um vírus letal para quem tem dificuldades respiratórias", pregou.

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