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Prefeito de Manaus discorda de reabertura anunciada no AM e teme 2ª onda

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto - Reprodução/Twitter/@Arthurvneto
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto Imagem: Reprodução/Twitter/@Arthurvneto

Do UOL, em São Paulo

28/05/2020 08h06

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), disse em uma postagem no Twitter discordar da reabertura no estado do Amazonas, mas que torce para que o plano apresentado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, tenha sucesso.

O temor de Arthur Virgílio Neto é por uma segunda onda do novo coronavírus no estado, que foi um dos mais afetados pela pandemia no Brasil. Até agora, foram 1.891 mortes em decorrência da doença.

"Discuti em reunião com o governo estadual, por meio de videoconferência, a reabertura do comércio na capital amazonense, a partir do dia 1º de junho. É preciso cautela nessa reabertura, porque, apesar da redução de sepultamentos na capital, o número de casos continua subindo", disse.

"Temo por uma segunda onda, um segundo pico, que pode ser ainda mais grave. Eu não faria um plano de reabertura agora, mas, como foi feito, coloco toda minha torcida para o êxito. Vamos lutar para que dê certo, mesmo eu não concordando com a ideia", completou.

Apesar da discordância, o prefeito diz que "remará para o mesmo lado", apesar de não sentir seguranças. "Mas torço para estar errado. Ficarei feliz de estar errado", disse.

O governador Wilson Lima anunciou ontem que irá reabrir de forma gradual comércio e também igrejas a partir do dia 1º de junho, observando índices de contaminação e condições sanitárias. No Twitter, ele defendeu o plano, dizendo que ela é criteriosa.

O Amazonas registrou 1.559 novos casos somente nas últimas 24 horas, totalizando 33.508 casos confirmados do novo coronavírus no estado, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). O estado contabiliza, até agora, 1.891 mortes em decorrência da doença.

Além da capital, Manaus, ao menos outros 59 municípios têm casos confirmados, pelo menos 4 deles com mais de 1 mil casos oficiais: São eles, Manacapuru (2.100), Coari (1.690), Tefé (1.531), e Parintins (1.059).

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