PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus

Brasil deve ter cerca de 4 milhões de casos de covid-19, diz Wanderson

Wanderson Oliveira - ADRIANO MACHADO
Wanderson Oliveira Imagem: ADRIANO MACHADO

Do UOL, em São Paulo

07/06/2020 22h44Atualizada em 08/06/2020 10h46

O ex-secretário de Vigilância Sanitária do Ministério de Saúde, Wanderson Oliveira, afirmou, durante uma live, que o número de casos totais de coronavírus no Brasil pode ser aproximadamente seis vezes maior.

Ele disse que continua acompanhando a doença mesmo após ter saído do Ministério da Saúde e que, pelos seus cálculos, o Brasil teria entre 3,5 e 4 milhões de casos.

"Digo isso porque os testes são ruins. Esses testes sorológicos são ruins e se torna pior usando a punção digital. Devia ser punção venosa. Não deveria ser usado na ponta do dedo", analisou o especialista.

"Os números seguem crescendo. Diria que a gente está no quarto final da montanha. Mas pode ser que ela tenha um platô ou já descer. Tão problemático quanto chegar no pico é quanto tempo ficaremos lá", analisou.

Wanderson declarou na live com o doutor em microbiologia Atila Iamarino que o Brasil terá contato com o número real da expansão de diagnósticos no território apenas quando os testes sorológicos forem confiáveis.

O secretário, que revelou ele e a família estão em isolamento e com suspeita de covid, lembrou que as projeções matemáticas começaram a ser feitas no Brasil fevereiro e as previsões já indicavam dezenas de milhares de mortes.

"Quando eu vejo pessoas num hospital de campanha criticando que ele está vazio... eu dou graças a Deus. É uma irracionalidade muito grande. Do que a gente sabe do coronavírus, de cada 100 pacientes, 80 não têm sintomas e 20 precisam de atendimento hospital. Desses, cinco vão para o respirador. E aí depende das condições da pessoa", analisou.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado, o número de subnotificação no Brasil pode chegar a 6 vezes o total de casos de coronavírus, segundo as informações do secretário, e não 12. A informação foi corrigida.

Coronavírus