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Disseminação assintomática do coronavírus é 'muito rara', diz OMS

Segundo a OMS, pacientes assintomáticos do novo coronavírus não estão impulsionando a disseminação da doença - Handout .
Segundo a OMS, pacientes assintomáticos do novo coronavírus não estão impulsionando a disseminação da doença Imagem: Handout .

Do UOL, em São Paulo

08/06/2020 17h57Atualizada em 09/06/2020 14h38

Maria Van Kerkhove, chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou nesta segunda-feira (8) que pacientes assintomáticos do coronavírus não estão impulsionando a disseminação da covid-19.

Após repercussão da fala de Van Kerkhov, a OMS afirmou nesta terça (9) que pessoas assintomáticas também transmitem o coronavírus. O que não se sabe é qual a proporção dessas pessoas que, de fato, tem a capacidade de contaminar outras.

Ontem, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), Van Kerkhove disse que, "a partir dos dados que temos, ainda parece ser raro que uma pessoa assintomática realmente transmita adiante para um indivíduo secundário. É muito raro".

De acordo com Van Kerkhove, as ações dos governos devem se concentrar na detecção e isolamento de pessoas infectadas com sintomas e no rastreamento de qualquer pessoa que possa ter entrado em contato com elas.

A médica reconheceu que alguns estudos indicaram disseminação assintomática ou pré-sintomática em lares de idosos e em ambientes domésticos.

Porém, Van Kerkhove declarou que são necessárias mais pesquisas e dados para "responder verdadeiramente" à questão se o coronavírus pode se espalhar amplamente por pessoas assintomáticas.

"Temos vários relatórios de países que estão realizando rastreamento de contatos muito detalhado", disse ela. "Eles estão seguindo casos assintomáticos. Eles estão seguindo contatos. E eles não estão encontrando transmissão secundária em diante. É muito raro."

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