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Governador do CE diz que comportamento das pessoas pode afetar reabertura

Do UOL, em São Paulo

08/06/2020 22h49

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse que o plano de reabertura das atividades econômicas do estado, de forma gradual e dividido em quatro fases, foi pautado em critérios, mas ressaltou que o comportamento das pessoas e do cumprimento de protocolos podem afetar o processo de flexibilização das regras.

Na primeira fase, o governo permitiu hoje a reabertura do comércio de rua e de shoppings em Fortaleza com 40% da mão de obra, horário limitado e com o dever de respeitar protocolos sanitários para prevenir a disseminação do novo coronavírus.

"Há algumas semanas criamos um comitê orientados pela equipe da saúde para discutir uma retomada gradual, com responsabilidade, sustentável, da economia cearense", disse Santana, durante entrevista da "Roda Viva", da TV Cultura.

Segundo o governador, para realizar a reabertura, o estado se baseou em critérios como taxas de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e taxa de ocupação hospitalar, entre outros.

"Tivemos um período de transição e autorizamos a entrar na primeira fase apenas em Fortaleza. Aqui era o epicentro da pandemia, 85% dos óbitos era na capital e tivemos nas últimas semanas uma redução significativa. Estamos tendo problemas agora no interior", admitiu.

O Ceará contabilizou 217 óbitos nas últimas 24 horas, mais da metade dos 418 do Nordeste, que já perdeu 11.741 vidas para a covid-19, segundo o consórcio formado por veículos UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, Extra e o G1. O estado é considerado epicentro do novo coronavírus na região.

No total, o país contabiliza 37.312 óbitos e 710.887 diagnósticos da doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com o balanço do governo federal, contudo, os números seriam de 37.134 mortes e 707.412 pessoas contaminadas pela covid-19.

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Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Flexibilização

Apesar do entusiasmo com a nova fase do plano, Camilo Santana disse que o processo de flexibilização vai depender do comportamento das pessoas e do cumprimento de protocolos.

"Só está autorizado horários restritos do funcionamento do comércio, percentual de pessoas e vamos fiscalizar. Hoje fiz uma avaliação do primeiro dia na capital", disse.

Questionado sobre aglomerações observadas, Santana ressaltou: "Já foi identificada algumas aglomerações e estamos com equipes para fazer fiscalização com a prefeitura de Fortaleza. Tenho deixado claro, se esse comportamento comprometer os números, a prioridade é salvar vidas, proteger a população do estado do Ceará", concluiu.

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