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Coronavírus

Manaus retoma sepultamento individual; hospital de campanha tem 600 altas

17.jun.2020 - Sepultamentos voltaram a ser feitos em covas individuais no cemitério de Manaus - Altemar Alcantara/Semcom
17.jun.2020 - Sepultamentos voltaram a ser feitos em covas individuais no cemitério de Manaus Imagem: Altemar Alcantara/Semcom

Do UOL, em São Paulo

18/06/2020 12h01

Com a alta de dez pacientes na tarde de ontem, o hospital de campanha montado em Manaus para atender pacientes diagnosticados com a covid-19 chegou a 601 altas. A cidade também retomou os sepultamentos individuais depois que o número de enterros, que chegou a ultrapassar 100 por dia durante a pandemia, voltou a se estabilizar.

O hospital de campanha agora tem 21 pacientes que devem receber alta nos próximos dias. Após o último, o local deve ser fechado. A taxa de ocupação do hospital de campanha hoje é de 12%, de um total de 180 leitos ativos, entre enfermarias, semi-intensivas e UTI.

A funcionária pública Maria do Perpétuo Socorro Lopes, de 64 anos, foi a paciente de número 600 a deixar o hospital. Socorro ficou internada por oito dias. Na saída, ela agradeceu aos profissionais que a acompanharam durante seu tratamento.

"Eu agradeço primeiro a Deus por me dar essa nova oportunidade. Tudo é muito difícil. Quantos caíram nesse caminho e não tiveram essa oportunidade que eu estou tendo? Esse hospital não salvou apenas 600 pessoas, multipliquem por quantas famílias, pais e mães estão aqui", disse a paciente.

A Prefeitura anunciou ontem que, depois de um período conturbado que chegou a ter mais de 100 sepultamentos por dia - a média antes da pandemia eram 30, segundo a prefeitura —, vai encerrar o uso do sistema de trincheira, que utilizava equipamentos pesados para a abertura de covas no cemitério Nossa Senhora Aparecida.

"O método de sepultamentos em trincheira foi fundamental, pois sobrecarregou o trabalho dos coveiros durante a pandemia, tínhamos que tomar medidas efetivas. Porém, a redução da média de sepultamentos diários nos permitiu a dispensar esses equipamentos pesados e voltar ao método tradicional. Mas pedimos que as pessoas mantenham todas as recomendações de prevenção para que não tenhamos uma nova onda de casos", ressaltou Paulo Farias, secretário da Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza Pública).

Nos dois meses de agravamento da pandemia de covid-19 no Amazonas, abril e maio, os cemitérios públicos e privados de Manaus registraram 5.168 sepultamentos e cremações. Foram 2.809 no mês de abril e mais 2.359 em maio. O sistema funerário público foi responsável por 4.334 (83,8%) desses enterros.

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