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São Paulo desativará 561 leitos no hospital de campanha do Anhembi

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anuncia fechamento de  561 leitos no Anhembi - Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anuncia fechamento de 561 leitos no Anhembi Imagem: Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

DO UOL, em São Paulo

16/07/2020 11h22

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB-SP), anunciou hoje que o hospital de campanha do Anhembi terá uma redução de 561 leitos diante da queda de demanda verificada nas últimas semanas. Operando com 871 leitos até o momento, serão disponibilizados apenas 310 a partir do dia 1º de agosto no plano de combate da cidade ao novo coronavírus.

A redução, segundo Covas, significará uma economia mensal de R$ 19 milhões. Inaugurado em abril, o hospital de campanha do Anhembi foi projetado a receber até 1.800 pacientes, mas a contingência de 929 leitos não precisou ser usada no momento mais crítico da pandemia na cidade.

"Hoje temos a tranquilidade de anunciar que teremos uma ala do Anhembi fechada a partir de agosto. Na ala que tínhamos 871 leitos, vamos passar a usar 310. Menos 561 leitos, uma economia mensal em agosto de R$ 19 milhões. Atualmente custa R$ 28 milhões. Passará a ter um custeio mensal de R$ 9 milhões", disse.

Covas disse que o fechamento da ala foi possível devido à estabilização do número de novos casos de covid-19 e da redução do número de mortes verificadas desde junho. A média de ocupação nos últimos 10 dias em hospitais na cidade de São Paulo é de 54,7% em UTIs e de 44,3% em enfermarias.

"Na curva de novos casos, nós atingimos no fim de junho um pico na cidade de São Paulo, com o incremento de testagem. O aumento de casos acompanha o número de testes. A gente observa uma curva descendente a partir de julho", disse.

"Na curva que mostra óbitos diários na cidade de São Paulo, atingimos um pico em 22 de maio. Desde então, há uma regressão, com uma diminuição nos casos diários, voltando a registrar em julho números semelhantes aos de início de abril", completou.

Com São Paulo em processo de flexibilização das atividades comerciais, Bruno Covas disse que uma das metas é aumentar a testagem na capital. O plano é aplicar 242 mil testes entre os dias 14 de julho e 14 de agosto. Atualmente, a contagem total está em 523 mil testes.

Novos leitos

A Prefeitura afirma que, também no dia 1º de agosto, serão abertos leitos em outros dois hospitais. No Hospital da Brasilândia, zona norte paulistana, serão abertos 132 leitos de enfermaria a um custo mensal de R$ 4,5 milhões.

"Dois terços dos funcionários que hoje estão no Hospital de Campanha do Anhembi na ala que será desativada serão aproveitados no Hospital da Municipal da Brasilândia", disse o prefeito Bruno Covas.

No Hospital Sorocabana, gastou-se R$ 1,6 milhão na reforma e aquisição de equipamentos. Como o prefeito destacou, a reativação da estrutura era uma antiga demanda da comunidade local. Até 15 de agosto, devem estar funcionando no prédio 60 leitos de enfermaria a um custo de R$ 3 milhões por mês.

*Com informações das Agência Brasil e Estadão Conteúdo.

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