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Covid: Com alta no Norte e Nordeste, país soma 1.261 novas mortes em 24h

Agente funerário caminha em cemitério do Rio de Janeiro durante pandemia do coronavírus - Buda Mendes/Getty Images
Agente funerário caminha em cemitério do Rio de Janeiro durante pandemia do coronavírus Imagem: Buda Mendes/Getty Images

Allan Simon

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/07/2020 17h59Atualizada em 15/07/2020 20h51

O Brasil passou a contabilizar nas últimas 24 horas mais 1.261 mortes em decorrência da infecção pelo novo coronavírus segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. O total de óbitos chegou a 75.523 desde o início da pandemia.

Considerada a média móvel de novas mortes na última semana, foram registrados 1.067 óbitos por dia.

As regiões Norte e Nordeste apresentaram alta nos registros de mortes em relação a ontem.

No Nordeste, foram 378 novos registros que entraram na conta hoje, 79 mortes a mais que o reportado ontem. Já o Norte, que contabilizou mais 92 óbitos, teve aumento de 21 vítimas em relação ao dia anterior.

A região Sudeste, que ontem foi puxada pelo segundo dia com mais óbitos contabilizados em São Paulo, hoje teve redução. As 527 mortes confirmadas nas últimas 24 horas representam queda de 155 vítimas. No Sul, foram 128 óbitos (11 a menos), enquanto o Centro-Oeste reportou 136 (14 a menos).

Os dados do consórcio de imprensa apontaram a entrada de mais 39.705 registros de casos de coronavírus nas últimas 24 horas. O total agora é de 1.970.909 infectados no Brasil.

Já o boletim diário do Ministério da Saúde contabilizou nas últimas 24 horas novas 1.233 mortes por covid-19. A pasta informou que são 75.366 mortos no acumulado. Entraram na conta de hoje mais 39.924 casos de infecção pelo coronavírus. O total chegou a 1.966.748.

O balanço oficial foi divulgado mais cedo hoje e fechado às 17h (horário de Brasília) para ser apresentado em uma entrevista coletiva com técnicos do ministério.

Ainda de acordo com o ministério, o Brasil contabiliza atualmente 635.818 pacientes em acompanhamento e já considera 1.255.564 de casos como recuperados.

Mortes naturais sobem mais entre os negros

Desde a chegada do coronavírus ao Brasil, o país registrou um aumento de 13% no número de mortes por causas naturais em relação a 2019, segundo dados do Portal da Transparência da Arpen Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), que reúne os registros de óbitos feitos pelos cartórios brasileiros.

A alta na mortalidade atinge raças de maneira diferente, com um crescimento 3,4 vezes maior entre pretos e pardos do que entre brancos, mostrando como a doença acaba atingindo classes sociais de formas diferentes.

Segundo os dados do portal, desde a primeira morte da pandemia no Brasil (em 16 de março) até 30 de junho, houve um aumento de 9,3% de mortalidade entre brancos em comparação ao ano passado. Entre os pretos, porém, essa alta foi de 31,1%, e entre os pardos, de 31,4%. Já entre a população indígena, as mortes cresceram 13,2%, enquanto os óbitos de amarelos pularam 15,3%.

Por outro lado, a admissão de negros e pardos em UTIs é menor que a de brancos.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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