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Conteúdo publicado há
7 meses

Covid: em 3º dia seguido acima de 50 mil casos, Brasil supera 85 mil mortes

Sepultamento de vítima de coronavirus no cemitério São Francisco Xavier,em Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro - JORGE HELY/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Sepultamento de vítima de coronavirus no cemitério São Francisco Xavier,em Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro Imagem: JORGE HELY/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

24/07/2020 18h17Atualizada em 24/07/2020 20h21

O Brasil teve hoje o terceiro dia consecutivo com mais de 50 mil registros de novos casos de covid-19 em 24 horas. De acordo com levantamento do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, foram 58.249 notificações das secretarias estaduais de ontem para hoje, o que eleva o total de infectados pelo novo coronavírus a 2.348.200.

O recorde de novos casos foi registrado na última quarta-feira (22), quando os estados contabilizaram 65.339 diagnósticos. Ontem, foram acrescentados outros 58.080. Hoje foi, portanto, o segundo dia com maior número de confirmações de contaminações.

O patamar elevado também apareceu nos dados oficiais do Ministério da Saúde, que hoje anunciou a confirmação de 55.891 novos diagnósticos da doença, passando para 2.343.366 o número de infectados desde o início da pandemia no país. Ontem, foram 59.961 confirmações. O recorde nas contas do governo também aconteceu na quarta, quando foram acrescentados 67.860 registros.

Os dados do consórcio de imprensa também indicaram que o país passou a contabilizar, nas últimas 24 horas, 1.178 óbitos por covid-19. O total de mortos pela infecção provocada pelo coronavírus passou da marca de 85 mil óbitos, chegando a 85.385 vítimas.

A média móvel indica 1.065 mortes por dia na última semana. O consórcio de imprensa passou recentemente a divulgar esse dado, que calcula a média de óbitos observada nos últimos sete dias. Essa operação é a mais adequada para acompanhar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

Com base no levantamento do consórcio, nove estados brasileiros apresentaram alta nesta sexta e apenas cinco tiveram queda. Entre as regiões, Centro-Oeste, Norte e Sul estão em aceleração, enquanto Nordeste e Sudeste têm estabilidade na variação dos últimos 14 dias.

Veja a oscilação dos estados:

• Aceleração: AP, GO, MS, PB, PR, RO, RS, SC e TO

• Estabilidade: AC, BA, DF, ES, MA, MG, MT, PA, PI, RJ, RR, SE e SP

• Queda: AL, AM, CE, PE e RN

O Ministério da Saúde divulgou hoje também que acrescentou, nas últimas 24 horas, 1.156 registros de mortes provocadas pela covid-19 em todo o Brasil. O total de vítimas do novo coronavírus nessa conta também ultrapassou a marca dos 85 mil, ficando em exatamente 85.238 óbitos.

De acordo com o ministério, 655.847 pacientes seguem em acompanhamento, enquanto outros 1.592.281 casos são considerados como recuperados da covid-19.

Mortes em alta no interior do Rio de Janeiro

"Cidades polo" no interior do estado do Rio têm registrado nos últimos dias os maiores números de mortes por covid-19 da média móvel verificados até agora.

O movimento contrasta com a capital fluminense — que teve pico de óbitos há dois meses e agora vê redução das mortes desde 20 de junho — e indica confirmação de tendência de interiorização do coronavírus.

Especialistas ouvidos pelo UOL preveem aumento de óbitos em regiões do interior do Rio. Para eles, a estrutura geográfica dessas áreas, onde há menor acesso ao atendimento médico e grande circulação de pessoas em cidades vizinhas, contribui para o cenário.

Dos 92 municípios do estado, apenas quatro ainda não registraram mortes. No mês passado, ainda havia 18 cidades sem óbitos por covid-19.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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