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Lideranças políticas criticam Bolsonaro por 100 mil mortos por covid-19

Cruzes colocadas sobre túmulos no cemitério São Francisco Xavier durante o surto de doença de coronavírus, no Rio de Janeiro - RICARDO MORAES/REUTERS
Cruzes colocadas sobre túmulos no cemitério São Francisco Xavier durante o surto de doença de coronavírus, no Rio de Janeiro Imagem: RICARDO MORAES/REUTERS

Igor Mello

Do UOL, no Rio

08/08/2020 18h12

Resumo da notícia

  • As principais lideranças políticas brasileiras lamentaram a marca de 100 mil mortes por coronavírus, atingida neste sábado
  • Grande parte das manifestações atribuiu ao presidente Jair Bolsonaro a responsabilidade pelo descontrole sobre a covid-19
  • Bolsonaro não comentou a marca, mas usou as redes sociais para usou suas redes sociais para divulgar ações do governo

Lideranças políticas do país criticaram hoje o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) por sua postura no combate à pandemia do novo coronavírus. Neste sábado, o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortes pela doença, de acordo com o mais recente balanço do consórcio de veículos de imprensa.

Até o momento, porém, o presidente ainda não se pronunciou sobre a situação da covid-19 no país. Em vez disso, usou suas redes sociais para interagir com apoiadores, divulgar ações do governo e destacar o número de pacientes já recuperados.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (ambos do PT), assim como os presidentes do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) lamentaram a nova marca de óbitos pela doença. Também se manifestaram governadores, parlamentares e candidatos à Presidência da República em 2018, entre outras lideranças.

O ex-presidente Lula postou um longo texto em suas redes sociais, no qual destacava o fato de que o país perdeu precocemente "pais, mães, filhos, irmãos, avós", e responsabilizou o governo federal pelo grande número de óbitos.

O Congresso Nacional decretou luto oficial de 4 dias em homenagem às vítimas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, classificou a marca de 100 mil mortes como "absurda" e destacou a necessidade de "não naturalizar" a perda de tantas vidas.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que este sábado "é um dos dias mais tristes da nossa história recente".

O ex-juiz Sergio Moro, ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, destacou a importância de que as ações de combate à pandemia sigam os ditames da ciência e fez referência a frase dita pelo ex-aliado em abril, quando o país ultrapassou a China em número de mortos.

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que a covid-19 poderia ter um impacto reduzido no Brasil "não fossa a irresponsabilidade do governo.

Veja outras reações de políticos à marca de 100 mil mortes

  • Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal
  • Ciro Gomes, candidato à Presidência em 2018
  • Major Olimpio (PSL-SP), senador
  • Flavio Dino (PCdoB), governador do Maranhão
  • João Amoedo (NOVO), candidato à Presidência em 2018
  • Kim Kataguiri (DEM-SP), deputado federal
  • Guilherme Boulos (PSOL-SP), candidato à Presidência em 2018 e pré-candidato à prefeitura de São Paulo

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