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HC estuda 7 pacientes que podem ter se reinfectado por covid em SP, diz TV

08.ago.2020 - O movimento intenso de pessoas na rua 25 de Março, no centro de São Paulo - BRUNO ROCHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
08.ago.2020 - O movimento intenso de pessoas na rua 25 de Março, no centro de São Paulo Imagem: BRUNO ROCHA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo*

25/08/2020 16h00

O HC (Hospital das Clínicas) de São Paulo investiga o caso de sete pacientes com suspeita de reinfecção do novo coronavírus. As informações são do SP1.

Os pesquisadores estão fazendo sequenciamento genético para entender se os vírus são diferentes, se houve alguma mutação ou se são os mesmos.

Segundo o telejornal da Globo, mais oito pacientes estão sendo monitorados pela USP de Ribeirão Preto. O HC separou um ambulatório para acompanhar possíveis reinfecções.

Um dos casos investigados é o da médica anestesista Jussara Resende. No final de março ele contraiu a doença, mas em julho voltou a sentir os sintomas.

"Como eu tenho bronquite e alergia, então eu sentia um pouco falta de ar, achava que era poeira. um pouco de tosse seca, eu tive um pouco de febre, mas não associei ao covid, até o dia que eu perdi o paladar. Comecei a sentir dores articulares, na parte superior do meu braço e aí no dia seguinte eu senti a minha garganta fechar", contou a médica ao SP1.

Uma das possibilidades, segundo os especialistas, é que a pessoa infectada na primeira vez consiga carregar "restos" do vírus no organismo, que se manifesta mais tarde.

Ainda assim, é cedo para ter certezas sobre as reinfecções no desenvolvimento das vacinas e que o melhor a se fazer, por enquanto, ainda é cuidar das prevenções.

"Não há motivo algum para pânico, mas há sim motivo para a preocupação que já existe. Duas medidas são efetivas na prevenção e na contensão dessa pandemia: o distanciamento social, que tem que ser respeitado, mesmo por aqueles que sabem que já tiveram a infecção, e o uso universal da máscara", disse o infectologista do Emílio Ribas, Jaques Stainbok.

Casos em outros países

Dois pacientes, um na Bélgica e outro na Holanda, foram reinfectados pelo novo coronavírus, informou hoje a rede de TV holandesa NOS. Já ontem, um homem de Hong Kong foi confirmado como o primeiro caso de dois diagnósticos da covid-19.

A virologista Marion Koopmans, citada pela emissora, informou que o paciente holandês era uma pessoa idosa com sistema imunológico enfraquecido.

De acordo com ela, os casos em que os pacientes permanecem infectados com o vírus por um longo tempo, com melhoras e pioras, são mais conhecidos. Mas uma reinfecção verdadeira, como nos casos holandês, belga e chinês, requer teste genético do vírus na primeira e na segunda infecção para ver se as duas cepas se diferem.

Apesar disso, Marion disse que reinfecções já eram esperadas. "Que alguém apareça com uma reinfecção, não me deixa nervosa", disse. "Temos que ver com que frequência isso acontece."

Já o caso belga foi o de uma mulher que contraiu a covid-19 pela primeira vez em março e depois em junho. O virologista Marc Van Ranst disse que em casos como o dela, em que os sintomas foram relativamente leves, o corpo pode não ter criado anticorpos suficientes para prevenir uma reinfecção, embora eles possam ter ajudado a frear a doença.

O especialista também informou à emissora belga VRT que não ficou surpreso com a reinfecção de Hong Kong. "Acho que nos próximos dias veremos outras histórias semelhantes. Essas podem ser exceções, mas existem e não são apenas uma", disse Van Ranst. "Não é uma boa notícia."

Um homem de Hong Kong, de 33 anos, se tornou o primeiro caso documentado de reinfecção da covid-19 no mundo, segundo informaram pesquisadores da Universidade de Hong Kong.

O paciente recebeu alta após ser curado do vírus em abril, mas, no início deste mês, testou positivo novamente após retornar da Espanha.

*Com informações da Agência Estado

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