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Covid: Saúde diz que vacina não será obrigatória, mas incentiva aplicação

Vacinação em Olinda                              -                                 DIVULGAÇÃO
Vacinação em Olinda Imagem: DIVULGAÇÃO

Do UOL, em São Paulo

02/09/2020 19h15

O secretário-executivo, Élcio Franco, disse que o Ministério da Saúde irá incentivar a vacinação para imunização da população contra a covid-19, apesar de não ser obrigatória, durante coletiva realizada na noite de hoje.

"A vacinação é uma das principais medidas de prevenção para uma série de doença. Ela tem importância impar na imunização ou até mesmo na redução de doenças", disse ele, lembrando que o país possui um dos melhores programas de vacinação do mundo, com cerca de 300 milhões de doses anualmente.

"Como temos dito desde o começo, incentivaremos a vacina para a imunização da população. Caso contrário, correríamos o risco da volta de doenças que já tinham sido erradicadas no país, como aconteceu com o sarampo. Mas lembramos também que a vacina não é obrigatória. Vai ser um grande instrumento para a volta da nossa normalidade", completou.

A fala do secretário ocorre cerca de dois dias depois do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmar que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina", o que contraria uma lei sancionada pelo próprio presidente em fevereiro, que estabelecia medidas contra a pandemia e a vacinação obrigatória estava entre elas.

Bolsonaro disse a frase em resposta a uma apoiadora, que declarou que ele não deveria deixar "fazer esse negócio de vacina" porque seria "perigoso". A fala do presidente foi interpretada como uma forma de desmotivar campanhas de vacinação, sendo criticada inclusive por funcionários da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Mais cedo, a Secom (Secretária Especial de Comunicação Social do governo) saiu em defesa do chefe do Executivo ao publicar, hoje, que ele "não é um tirano".

"Pesquisas revelam que cerca de 90% dos brasileiros tomará vacina contra a covid-19. Assim, o Governo Federal estabeleceu parcerias e investirá pesado pela vacina. Porém, o Brasil é uma democracia, o Governo é liberal e seu Presidente não é um tirano", escreveu a secretaria em rede social.

Previsão de vacina é janeiro

Ainda durante a coletiva, Franco voltou a dizer que o Brasil só irá receber o primeiro lote da vacina em dezembro, e a imunização em janeiro, caso tudo dê certo.

"Todos os esforços estão sendo feitos para que tenha acesso a essa vacina desde que com efetividade e segurança da população brasileira. Daí a importância dos testes. A previsão é que os primeiros lotes estariam sendo disponibilizados a partir de janeiro. Eles seriam entregues em dezembro", afirmou.

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