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Brasil registra 716 mortes por covid-19 em 24 h; país soma 153.229 óbitos

Foto aérea tirada em 2 de junho de 2020 mostra um coveiro parado no cemitério de Nossa Senhora Aparecida, onde vítimas do covid-19 são enterradas diariamente, no bairro de Taruma, em Manaus, durante pandemia do coronavírus - Michael Dantas/AFP
Foto aérea tirada em 2 de junho de 2020 mostra um coveiro parado no cemitério de Nossa Senhora Aparecida, onde vítimas do covid-19 são enterradas diariamente, no bairro de Taruma, em Manaus, durante pandemia do coronavírus Imagem: Michael Dantas/AFP

Do UOL, em São Paulo

16/10/2020 18h49Atualizada em 16/10/2020 23h15

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 716 novas mortes por covid-19, somando então 153.229 óbitos desde o início da pandemia, em março. As informações são do consórcio de veículos do qual o UOL faz parte.

Foram notificados 30.574 novos casos desde ontem, totalizando 5.201.570 diagnósticos pelo novo coronavírus.

A média móvel de mortes, calculada com base nos números de mortos dos últimos sete dias, é de 505, o que representa queda (-23%) em relação à variação de 14 dias atrás.

Dezoito estados apresentaram queda na média móvel de mortes e três apresentaram alta: Paraíba (26%), Piauí (17%) e Rio Grande do Norte (337%).

Cinco estados e o Distrito Federal mantiveram estabilidade.

Todas as regiões apresentaram queda: Centro-Oeste (-28%), Nordeste (-18%), Norte (-42%), Sudeste (-19%) e Sul (-27%).

Veja a oscilação nos estados:

  • Aceleração: PB, PI e RN;
  • Estabilidade: AL, DF, MA, MG, RJ e SE;
  • Queda: AC, AP, AM, BA, CE, ES, GO, MT, MS, PA, PE, PR, RO, RR, RS, SC, SP e TO.

Balanço do governo

O Ministério da Saúde divulgou 754 novos óbitos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo balanço realizado pelo governo, e atualizado na noite de hoje. Com isso, o país atinge 153.214 mortes pela doença.

São 30.914 novos casos confirmados em relação a ontem, totalizando 5.230.300 diagnósticos pela doença decorrente do novo coronavírus.

O governo federal considera 4.619.560 casos recuperados e afirma que há 427.526 pacientes em acompanhamento.

Doria: "Em SP, vacina será obrigatória"

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse hoje que a vacinação contra a covid-19 será obrigatória em todo o estado se for aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Doria já vinha repetindo nas últimas semanas que achava correta a obrigatoriedade, mas ainda não tinha anunciado a medida. Segundo o governador, apenas pessoas com atestado médico serão liberadas de receber o imunizante.

Doria também voltou a atacar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acusando-o de "politizar" a vacina. Os ataques vêm diante da ameaça da falta de acordo entre o governo paulista e o Ministério da Saúde para que a CoronaVac, vacina desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, possa ser distribuída em outros estados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A definição, segundo Doria, se dará em uma reunião na próxima quarta-feira (21).

A ideia do governo paulista é ter a CoronaVac aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a tempo de começar a vacinação de profissionais da saúde já em dezembro no estado. Os testes devem ser finalizados neste final de semana e os resultados serão entregues à agência na segunda-feira.

"Em São Paulo será obrigatório, exceto quem tenha orientação médica e atestado que não pode tomar. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido", afirmou Doria durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Errata: o texto foi atualizado
Os números do balanço do Ministério da Saúde, apresentados na primeira versão deste texto, correspondem ao dia 15 de outubro e não ao dia 16. A informação foi corrigida.

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