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Coronel de confiança cai, e marqueteiro de Pazuello ganha cargo na Saúde

Alexandre Martinelli Cerqueira foi exonerado do cargo de chefe da Subsecretaria de Assuntos Administrativos - Reprodução/YouTube/MasterMind
Alexandre Martinelli Cerqueira foi exonerado do cargo de chefe da Subsecretaria de Assuntos Administrativos Imagem: Reprodução/YouTube/MasterMind

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

20/01/2021 10h00Atualizada em 20/01/2021 12h39

O Ministério da Saúde efetivou hoje, com cargo de assessor especial, o marqueteiro Marcos Eraldo Arnoud Marques, o Markinhos, que já vinha atuando informalmente como auxiliar do ministro Eduardo Pazuello. Paralelamente, o órgão exonerou um dos homens de confiança do comandante da pasta, o coronel Alexandre Martinelli, agora ex-chefe da Subsecretaria de Assuntos Administrativos.

A dança das cadeiras no círculo mais próximo a Pazuello ocorre em meio às críticas que o governo tem recebido pela demora para iniciar o processo de vacinação e pelos erros de logística na distribuição de doses da CoronaVac.

O Ministério da Saúde informou que Markinhos ocupará um posto com atribuições diferentes em relação ao trabalho que era desempenhado pelo coronel Martinelli.

O oficial chegou ao ministério junto com Pazuello, durante o ano passado, e era um homem de confiança do general. A nomeação de ambos fez parte de uma estratégia adotada por Jair Bolsonaro (sem partido) de "militarizar" a pasta logo após a conturbada saída do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (que acumulou divergências com o presidente e saiu do cargo em pé de guerra).

Inicialmente, ainda na gestão do antecessor de Pazuello, Nelson Teich (substituto de Mandetta), Martinelli assumiu o posto de chefe da Diretoria de Logística. Quando Teich pediu demissão e Pazuello (até então secretário-executivo) assumiu interinamente o comando da pasta, em maio de 2020, o coronel foi promovido a subsecretário de Assuntos Administrativos.

A chegada de um marqueteiro para cuidar da imagem pessoal de Pazuello é um movimento de defesa do ministro em relação ao bombardeiro de críticas em decorrência do atraso para que a vacinação contra a covid-19 comece no país. Enquanto o Executivo federal acumula erros e vê a curva de mortes subir a cada dia, outras lideranças políticas, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tentam assumir o protagonismo.

No último domingo, em mais um capítulo da disputa política que vem sendo travada na esteira da pandemia do coronavírus, Doria deu a largada no processo de imunização e escolheu a enfermeira Mônica Calazans para ser a primeira pessoa a receber a CoronaVac no Brasil. A atitude deixou Pazuello extremamente irritado. O ministério queria que a vacinação começasse originalmente de forma simultânea em todos os estados —a data estava marcada para esta quarta-feira, às 10h.

Markinhos, o marqueteiro convocado por Pazuello, atuava como secretário de comunicação do governo de Roraima até fevereiro do ano passado. Ele é natural do Pará, tem 45 anos, e também já chefiou o marketing de campanhas eleitorais de candidatos a prefeito.

A contratação do marqueteiro foi noticiada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo", em dezembro do ano passado.

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