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Conteúdo publicado há
1 mês

Fase vermelha, hospital de campanha, aulas adiadas: o que muda em SP

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo*

22/01/2021 14h43

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje uma série de medidas restritivas devido à piora da pandemia do coronavírus no estado.

Para tentar frear o aumento no número de casos e óbitos causados pela covid-19, todo o estado passará a entrar na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, entre as 20h e 6h nos dias de semana e aos sábados, domingos e feriados. Nesta fase, apenas estabelecimentos que oferecem serviços considerados essenciais podem funcionar.

A retomada das aulas presenciais na rede estadual, que antes estava programada para 1º de fevereiro, foi adiada em uma semana e acontecerá agora em 8 de fevereiro. Além disso, foi determinado o cancelamento de cirurgias eletivas em todo o estado, e o hospital de campanha de Heliópolis será reativado.

Veja mais sobre as medidas anunciadas:

Fase vermelha nos fins de semana e feriados

Todo o estado de São Paulo ficará em fase vermelha todos os dias a partir das 20h até às 6h e aos fins de semana e feriados. A determinação vale inicialmente apenas até 7 de fevereiro.

A ação de fase vermelha todos os dias a partir das 20h começa a valer na segunda-feira (25); já a medida voltada para os fins de semana feriados passa a valer a partir do próximo final de semana, nos dias 30 e 31.

Além das restrições no funcionamento do comércio, a fase vermelha também altera a abertura de equipamentos de lazer. Durante a coletiva, houve uma confusão no anúncio relativo aos parques. Apesar de ser feriado no dia 25, na capital, os parques estaduais funcionarão normalmente.

"Parques podem funcionar na fase laranja", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. "Sobre dia 25, quero lembrar que é feriado na capital, não é feriado no resto do estado. Segunda é regra do dia útil para todo o estado [fase vermelha das 20h às 6h]. Parques na capital estarão abertos até segunda-feira, estarão fechados nos próximos finais de semana."

Adiamento da volta presencial das aulas para 8 de fevereiro

A retomada das aulas presenciais, na rede estadual, acontecerá agora a partir de 8 de fevereiro. Mesmo assim, de acordo com a gestão Doria, as escolas estaduais devem estar abertas a partir do dia 1º de fevereiro para receber os alunos mais vulneráveis.

Escolas particulares continuarão autorizadas a retomar suas atividades presenciais na primeira semana de fevereiro. Mas a abertura dos colégios depende de decisões das prefeituras. Na capital paulista, escolas da rede municipal podem reabrir a partir de 1º de fevereiro, mas as aulas presenciais serão retomadas no dia 15.

Além do adiamento das aulas, o governo do estado decidiu suspender a obrigatoriedade da presença dos alunos nas salas de aula enquanto o estado estiver nas fases laranja ou vermelha do Plano São Paulo.

Hospital de campanha de Heliópolis reativado

Doria também anunciou que reativará o hospital de campanha de Heliópolis, na capital, com 24 leitos de UTI para a covid-19, além da abertura de mais 756 leitos voltados para pacientes com covid-19. A previsão é que a unidade de saúde de Heliópolis comece a operar no dia 25 de fevereiro.

"Estamos abrindo 756 novos leitos de UTI em São Paulo e reativando hospital de campanha de Heliópolis para enfrentar a segunda onda da pandemia em São Paulo, especialmente na Região Metropolitana. Serão abertos 450 novos leitos de enfermarias e 306 de UTI em hospitais do estado de São Paulo", disse o governador.

"Tivemos três semanas seguidas com mais de 10 mil casos novos. Número de óbitos dobrou nas últimas três semanas. Temos mais de 6 mil leitos de UTI ocupados", disse o médico José Medina, do Centro de Contingência do Coronavírus, ao falar sobre a situação no estado.

No total, 7.659 pacientes estão internados com covid nas enfermarias e 6.044 nas UTISs. A taxa de ocupação de leitos está em 71,6% nas enfermarias e 71,1% nas UTIs.

Cancelamento de cirurgias eletivas

Outra medida anunciada pela gestão Doria foi a suspensão de cirurgias eletivas, para liberar leitos nos hospitais. A medida, segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, vale para hospitais públicos e conveniados com o estado.

*(Colaboraram: Rafael Bragança, Allan Brito, Douglas Porto e Leonardo Martins)

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