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Conteúdo publicado há
8 meses

Idosos são vacinados em SP: 'Foi só uma picadinha, estou aliviado'

Domingues Tancredo, 93, com a filha Bernadete Mininel, 62 - Wanderley Preite Sobrinho/UOL
Domingues Tancredo, 93, com a filha Bernadete Mininel, 62 Imagem: Wanderley Preite Sobrinho/UOL

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

05/02/2021 12h15

Rapidez, alívio, e nenhuma dor. Essas são as expressões mais utilizadas por idosos com mais de 90 anos que desde a manhã de hoje são vacinados contra a covid-19 em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da cidade de São Paulo. A prefeitura anunciou na noite de ontem a antecipação da vacinação para essa faixa etária, antes prevista para a próxima segunda-feira (8)

A decisão foi tomada depois que as 468 UBSs foram abastecidas com o imunizante. A exigência é, acompanhado de algum responsável, o idoso apresente CPF, carteira de vacinação ou Cartão do SUS. Para idosos com mobilidade reduzida, a prefeitura vacinará em domicílio por meio do Programa Saúde da Família.

"Estou aliviado", afirmou ao UOL o aposentado Domingues Tancredo, 93. "Foi só uma picadinha", completou ao lado da filha, a também aposentada Bernadete Mininel, 62.

"Eu me surpreendi com a organização nesta UBS", disse ela, sobre a unidade Vila Romana, na Lapa, zona oeste. "A gente esperou uns 20 minutos porque precisaram pegar a vacina da geladeira."

Dona Ana Marcine, 92, com a cuidadora Lucene Aires, 44 - Wanderley Preite Sobrinho/UOL - Wanderley Preite Sobrinho/UOL
Dona Ana Marcine, 92, com a cuidadora Lucene Aires, 44
Imagem: Wanderley Preite Sobrinho/UOL

Na mesma UBS, Ana Marcine, 92, acabara de ser vacinada. "Não senti nada, pra mim foi uma alegria só", afirmou ao lado da cuidadora Lucene Aries, 44, que chamou a atenção para a "organização" da unidade. "Agora é esperar até o dia 26 de fevereiro para a segunda dose."

Assim como na Vila Romana, nenhuma das cinco UBS visitadas pelo UOL tinha fila. Na do Alto de Pinheiros, zona oeste, a dona de casa Carla Miranda, 42, ficou com os olhos cheios de lágrimas ao falar da vacinação do sogro, 90, cujo nome ele preferiu não dizer.

"Estou emocionada", disse enquanto a enfermeira aplicava a injeção pela janela do carro em que ele estava. "Foi ele quem me ligou ontem à noite dizendo que a vacina seria liberada hoje e que queria vir para cá bem cedo!" Ali, os idosos aguardavam cerca de 10 minutos para preencher um termo de responsabilidade e receber o imunizante.

Tenda de vacinação na UBS Vila Romana - Wanderley Preite Sobrinho/UOL - Wanderley Preite Sobrinho/UOL
Tenda de vacinação na UBS Vila Romana
Imagem: Wanderley Preite Sobrinho/UOL

Na UBS da Vila Leopodina, o preenchimento do termo irritou a aposentada Janete Veloso, 67, filha de Berly Nascimento Santos, 90. "Aqui pergunta se ela está grávida! Veja se pode..."

Dona Berly se disse "feliz" por receber a vacina. "Eu vim assim que soube. Sempre tomo vacina, não perco nenhuma campanha", disse.

Na mesma unidade, dona Edith Moura, 93, acabara de ser vacinada. "Não demorou 15 minutos, nem senti a picada", afirmou. Ela estava acompanhada da filha, a aposentada Roberta Moura, 55, que temia ficar doente e contaminar a mãe, com quem mora na mesma casa.

"É claro que eu também quero e preciso receber [a vacina], mas agora me sinto aliviada por saber que, mesmo ficando doente, não vou contaminar minha mãe. Voltamos dia 26 para a segunda dose."

Edith Moura, 93, com a filha Roberta Moura, 55 - Wanderley Preite Sobrinho/UOL - Wanderley Preite Sobrinho/UOL
Edith Moura, 93, com a filha Roberta Moura, 55
Imagem: Wanderley Preite Sobrinho/UOL

Entre 7h50 (horário de Brasília) — quando o primeiro idoso foi vacinado na unidade — e 9h56, 40 idosos receberam o imunizante, segundo o Observatório Vila Leopoldina, que acompanha a movimentação na unidade.

Na UBS Jardim Peri, na Vila Cachoeirinha, zona Norte, a procura era fraca. Até as 12h, apenas cinco pessoas haviam procurado o posto para se vacinar, segundo a enfermeira responsável pelo trabalho, que preferiu não se identificar. "Acho que o movimento será maior na segunda-feira", disse.

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