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Dimas critica Pazuello por prever vacinação em 100% dos elegíveis em 2021

Arquivo - Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, criticou declaração do ministro da Saúde - Reprodução
Arquivo - Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, criticou declaração do ministro da Saúde Imagem: Reprodução

Leonardo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

12/02/2021 10h52

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, criticou hoje pela manhã o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, por ter dito que o governo irá vacinar toda população elegível no Brasil em 2021.

Em meio ao atraso na compra e produção de vacinas, Covas disse que faltou Pazuello dizer o que o governo está considerando como "população elegível".

"Para atingirmos 80% de vacinação da população, que é o que se esperaria para que se obtenha a chamada imunidade de rebanho, temos que ter 340 milhões de doses de vacina. Qual a quantidade de vacinas que nós teremos de fato além das 100 milhões de doses do Butantan? A afirmativa do ministro deve ser respaldada em fatos, que ainda não existem", disse o chefe do Butantan durante entrevista coletiva em Serrana, no interior de São Paulo.

Em sessão no plenário do Senado ontem, o ministro da Saúde disse que sua expectativa é de vacinar 50% da população até junho e a outra metade até o fim do ano.

"Vamos vacinar o país em 2021, 50% até junho e 50% até dezembro. Esse é o nosso desafio, o que estamos buscando e o que vamos fazer", afirmou o Pazuello.

Dimas Covas ainda ressaltou que não se sabe qual será a contribuição da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) na produção de vacinas para o país.

"A única vacina disponível em grande número no Brasil é do Butantan. No dia 23, entra numa entrega contínua de 600 mil doses por dia. O contrato do Butantan com ministério é de 100 milhões de doses que serão entregues até o começo de setembro. A grande dúvida é qual será de fato a contribuição da Fiocruz neste processo. Deveríamos estar recebendo 15 milhões de doses da Fiocruz em fevereiro, isso não aconteceu", afirmou.

Segundo dados do consórcio dos veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, o Brasil vacinou até o momento 4,4 milhões de pessoas, o equivalente a 2,69% da população acima de 18 anos. Atualmente, o país tem 211,7 milhões de pessoas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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