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1 mês

Rio tem mais 3 casos de nova variante do coronavírus e segue em alto risco

 Banhistas lotam a praia de Copacabana, na zona sul, cidade do Rio de Janeiro, em meio à pandemia do novo coronavírus - VANESSA ATALIBA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Banhistas lotam a praia de Copacabana, na zona sul, cidade do Rio de Janeiro, em meio à pandemia do novo coronavírus Imagem: VANESSA ATALIBA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

26/02/2021 11h45Atualizada em 26/02/2021 12h39

O município do Rio de Janeiro identificou mais três novos casos de pessoas infectadas com a nova variante do coronavírus. Ao todo, subiu para sete o número de pessoas infectadas com as novas cepas na capital fluminense: seis são provenientes de Manaus e uma do Reino Unido.

Os três novos casos registrados são de uma idosa, que mora no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste; um jovem de 21 anos, que mora no Parque Anchieta, na zona norte; e um homem de 54 anos, que morava no Centro, e morreu no dia 21 de fevereiro, no hospital Egas Moniz, da rede particular.

De acordo com os dados do município, os três novos infectados com a variante estiveram no Amazonas antes de terem contraído a doença: na capital, Manaus, estiveram a mulher de 71 anos e a outra vítima que acabou morrendo. A mulher de 21 anos esteve no município de Cachoeira.

As informações são do 8º Boletim Epidemiológico Covid-19, divulgado na manhã de hoje pela prefeitura.

Os pacientes anteriormente identificados são uma mulher de 36 anos da Freguesia, moradora da zona oeste; um homem de 40, de Laranjeiras, e outro de 30, de Copacabana, na zona sul. Nenhum deles com histórico de viagem e, por isso, considerados casos autóctones, ou seja, contraíram o vírus na cidade. O outro paciente era morador de Manaus, de 46 anos, que havia sido transferido no início de fevereiro para a cidade e estava internado no Hospital Federal dos Servidores do Estado, onde morreu na quinta -feira passada (18).

Risco alto para covid-19

Ainda segundo o boletim, a capital fluminense tem hoje 30 regiões em risco considerado moderado para a covid- 19 e outras três com risco alto: Copacabana, Lagoa e Rocinha (comunidade de São Conrado), todas na zona sul da cidade. Antes, eram 6 regiões em risco alto. Apesar da melhora, a cidade será mantida no risco considerado alto para a infecção pela doença.

"Estamos felizes por estarmos bem, mas tememos pelas novas variantes. A gente não pode afrouxar. Atenção aglomerados na zona sul. Fiquem espertos. Não arrisquem a vida dos seus entes queridos. Vamos manter o risco alto", disse o prefeito Eduardo Paes, em coletiva de imprensa.

A cidade do Rio já registrou 206.149 casos e 18.762 óbitos de covid-19.

O prefeito considerou ainda os dados positivos. Segundo ele, as informações indicam que não é necessária uma decisão mais radical na cidade, como o lockdown, mas que nada impede as restrições mais rigorosas, caso a situação piore.

"A notícia é boa, a gente, olhando o mapa de risco, teve no início um mapa mais com espaços mais claros, foi piorando, aumentamos e na semana passada já tinha melhorado bastante. Nós tomamos as decisões de mantermos o risco alto e as restrições. Na segunda-feira, o comitê científico se reuniu, o Daniel [Soranz, secretário municipal de Saúde] fez um relato do que se passava, então é óbvio que a gente não pode afrouxar, a gente não pode se tranquilizar. Nesse momento, os dados são positivos, diminuíram óbitos, internações, isso tudo está caminhando muito bem. Não quer dizer que amanhã não possa piorar."

Leitos ocupados

Até a noite de ontem, a cidade tinha 892 pacientes internados por covid-19 em unidades de referência para a doença e a fila de espera por leito especializado seguiu zerada. A taxa de ocupação de leitos está em 57%, ou 75% considerando apenas os leitos operacionais (sem contar os temporariamente impedidos).

Vacinação no Rio

A vacinação no município do Rio de Janeiro foi retomada ontem com a imunização de idosos com 82 anos. Hoje, são vacinadas pessoas com 81 e o sábado será dedicado ao atendimento de idosos com 80. A vacinação foi suspensa no Rio de Janeiro há uma semana, porque o estoque de doses havia acabado.

Até ontem, o Rio já havia vacinado 300.113 pessoas com a primeira dose, cerca de 25 mil somente no primeiro dia de retomada da campanha. Isso representa 4,45% da população. A segunda dose da vacina já foi aplicada em 77.337 pessoas dos primeiros grupos contemplados no início da campanha.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado, ao todo, subiu para sete o número de pessoas infectadas com as novas cepas na capital fluminense, e não para seis. A informação foi corrigida.

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