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SP: Secretário da capital defende mais restrições para evitar colapso

Edson Aparecido acredita que ampliação de medidas de restrições podem evitar esgotamento de sistema de saúde - Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
Edson Aparecido acredita que ampliação de medidas de restrições podem evitar esgotamento de sistema de saúde Imagem: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

03/03/2021 08h14

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, defendeu mais restrições de circulação em todo o estado para evitar que o sistema de saúde entre em colapso. Em entrevista à GloboNews, o secretário disse que espera medidas mais rigorosas por parte do governo estadual.

Ontem, o Centro de Contingência contra o Coronavírus de São Paulo se reuniu para discutir a situação da covid-19 no estado. Hoje, o governador João Doria anunciará novas medidas, com a expectativa de regressão de regiões para a fase vermelha do Plano SP, a mais restritiva.

"O centro de contingência se reuniu ontem, apontou a gravidade do momento, a necessidade de todo o estado regredir para a fase vermelha. Governador tem uma reunião ainda hoje para ter essa decisão final", disse Edson Aparecido.

"Não existe a menor sombra de dúvida que precisamos ter uma restrição maior de circulação em todo o estado, inclusive na capital, para que possamos enfrentar esse momento", completou.

Segundo o secretário, até mesmo uma rede hospitalar como a da capital paulista, considerada a mais robusta do Brasil, pode se esgotar rapidamente se não houver uma redução na taxa de transmissão do novo coronavírus.

"O sistema público de saúde, mesmo em uma cidade como São Paulo, pode rapidamente se esgotar se não reduzirmos a velocidade que a doença está se disseminando. Então, medidas de restrição seguramente serão anunciadas ainda hoje, são fundamentais e precisam ocorrer em todo o estado para que tenhamos em 15 dias a regressão da doença", disse.

Segundo Edson Aparecido, 80% dos leitos de UTI da cidade de São Paulo estavam ocupados no começo da semana. O secretário disse que mais 100 leitos de unidade intensiva foram abertos ontem, totalizando 1076 desde o início da pandemia.

"Mas todo esse esforço, tudo que foi feito até agora, não será suficiente para que a gente possa enfrentar essa 2ª onda, que tem um grau de transmissibilidade muito mais veloz, que está atingindo uma faixa etária de 20 a 40 anos", disse.

"Enorme preocupação"

De acordo com Edson Aparecido, a administração municipal vive uma "enorme preocupação" com os próximos dias de uma "crise que se alastrou em todo o país". Existe a possibilidade da inauguração de um hospital de campanha na cidade, mas por iniciativa do governo estadual.

"Nós não pretendemos ainda retomar os hospitais de campanha, eles cumpriram um papel importante quando não havia hospitais suficientes. Agora concentramos no aumento de leitos de hospitais, mas estamos conversando com o governador, que pretende abrir um aqui para atender a população não só da cidade, mas de outras regiões", disse.

O secretário ainda pediu mais consciência para a população. "Ano passado, em situação semelhante, ficamos 42 dias com mais 8 milhões de pessoas deixando de circular na cidade. Hoje há um esgotamento maior de todas as pessoas, mas é preciso que todos tenhamos muita consciência do momento e da gravidade", disse.

Escolas

Em entrevista à CNN Brasil, Edson Aparecido disse que a tendência é de que as escolas continuem funcionando na cidade. Ontem, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, acenou com a possibilidade de suspender as aulas presenciais.

"Escolas podem permanecer abertas e funcionando. Quadro em São Paulo é restrito, com 35% funcionando. Estamos acompanhando casos e vamos medindo isso em todo momento. A abordagem do comitê de contingência está correta", disse.

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