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1 mês

Bolsonaro volta a criticar contrato de vacinas da Pfizer: 'barra pesada'

Do UOL, em São Paulo

04/03/2021 20h25Atualizada em 04/03/2021 22h07

Em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o contrato exigido pela farmacêutica Pfizer para a venda de vacinas contra a covid-19. "Barra pesada, né?", disse o presidente, em referência à cláusula de responsabilidade.

"A Pfizer é bem clara em seu contrato: 'não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral'. A barra é pesada né? Quem vai se responsabilizar se der um problema?", questionou Bolsonaro.

O imunizante contra covid-19 desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech foi o primeiro a ser aprovado no mundo. Ele é usado em diversos países, entre eles no Reino Unido, nos Estados Unidos, em Israel, no Chile e em quase toda a União Europeia. Até hoje, não foram registradas ocorrências graves decorrentes da vacinação.

Bolsonaro mencionou que o Congresso Nacional já aprovou o projeto de lei que, além de autorizar que estados e municípios comprem doses da vacina diretamente das farmacêuticas, permite que os entes federativos assumam a responsabilidade pelos danos que eventualmente forem causados pelas vacinas.

"O Congresso aprovou que passa a ser o governo federal no tocante a isso, tudo bem, então o Pazuello vai comprar", afirmou. Ele, porém, disse que não sabe quando as doses chegarão ao Brasil.

Ontem, o governo brasileiro oficializou a intenção de compra de 138 milhões de doses das vacinas da Pfizer (100 milhões) e da Janssen (38 milhões), para o combate à pandemia da covid-19. O documento publicado no Diário Oficial da União prevê a dispensa de licitação na compra, ou seja, ela será feita diretamente com as empresas.

O UOL entrou em contato com a assessoria da Pfizer no Brasil e aguarda um posicionamento sobre as declarações do presidente.

Pfizer é a única com registro definitivo na Anvisa

A vacina da Pfizer é o único imunizante contra covid-19 que já obteve o registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo estudo publicado pela própria farmacêutica em novembro de 2020, a vacina é segura e tem 95% de eficácia contra a covid-19.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano apontou ainda que a primeira dose da vacina é 85% eficaz de duas a quatro semanas após ser administrada.

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