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'Rigor da Anvisa é importante, mas pandemia não espera', diz União Química

Sputnik V, vacina russa contra o novo coronavírus (covid-19) aguarda aval da Anvisa para ser usada em caráter emergencial - The Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS
Sputnik V, vacina russa contra o novo coronavírus (covid-19) aguarda aval da Anvisa para ser usada em caráter emergencial Imagem: The Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS

Do UOL, em São Paulo

05/03/2021 14h22Atualizada em 05/03/2021 14h35

O presidente da União Química, Fernando de Castro Marques, declarou que compreende o rigor aplicado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para estabelecer o uso emergencial das vacinas, mas alegou que a pandemia "não pode esperar". O comentário foi dito em uma entrevista ao programa Opinião no Ar, transmitido hoje pela Rede TV, no qual o representante falava sobre a compra de 10 milhões de doses da Sputnik V pelo governo federal.

"Acho que todo rigor da Anvisa é importante, mas a pandemia não espera. As pessoas estão morrendo e precisam ser vacinadas. É importante que a gente tenha vacina o quanto antes, porque antes eram as pessoas mais velhas indo para a UTI. Hoje são as pessoas mais jovens. Não vai ter UTI para tanta gente. Precisa chegar a vacina e ser vacinado. Agora precisam ser tomados muitos cuidados", disse.

Segundo a União Química, é possível que ainda neste mês a farmacêutica receba autorização para o uso emergencial da Sputnik. No entanto, a mesma previsão foi dada em fevereiro. O acordo que traz vacinas da Rússia, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, depende do aval da Anvisa.

"Para mim é muito triste saber que poderíamos, em janeiro, ter 8 milhões de vacinas, 2 milhões em fevereiro e 6,2 milhões em março. Com outros países locando, [as vacinas] foram para o México, Hungria. O mundo todo está querendo e precisa de uma vacina como a Sputnik que tem quase 90% de eficácia. Nós perdemos essa oportunidade de salvar muitas vidas".

100 milhões de doses da vacina contra covid-19 por ano

Fernando de Castro Marques também afirmou que há chances de produzir 100 milhões de doses anuais do imunizante russo no Brasil.

"Nossa fábrica de Guarulhos estará sendo inspecionada na próxima semana. Ela tem capacidade de fazer 8 milhões de unidades por mês. Em um ano, pode ser quase 100 milhões de doses. Na fábrica de Brasília, encomendamos reatores maiores que estão chegando no mês de maio. Tendo o domínio da tecnologia, vamos ampliar a capacidade de produção", explicou Castro Marques.

Até o momento, estudos comprovam que a vacina Sputnik V tem estabilidade para ser armazenada em temperatura de geladeira por até 90 dias, o que facilita a logística e distribuição nas unidades de saúde do Brasil.

O presidente da União Química disse ainda que não vê problemas em clínicas de vacinação privadas adquirirem o imunizante, após o envio das doses prometidas ao PNI (Programa Nacional de Imunização) do Ministério da Saúde.

"A gente espera que, em breve, com o mercado normalizando, essas clínicas passem a ter a Sputnik para atender quem quiser ir até uma clínica particular tomar a vacina. Mas, hoje, o propósito é entregar as vacinas para a PNI. Precisa ter vacina, esse é o ponto".

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