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8 meses

'Bolsonaro esqueceu de se desculpar pelo negacionismo', critica Doria

João Doria fez críticas ao pronunciamento de Jair Bolsonaro - Divulgação/Governo de São Paulo
João Doria fez críticas ao pronunciamento de Jair Bolsonaro Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

24/03/2021 07h29

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), dizendo que ele "esqueceu de se desculpar pelo negacionismo" em relação à pandemia do novo coronavírus.

O discurso de Bolsonaro marcou uma mudança de tom, com a defesa da imunização, ao dizer que "2021 será o ano da vacinação dos brasileiros". Porém, o presidente mentiu ao exaltar tudo o que fez na tentativa de garantir a compra de imunizantes.

Em sua postagem no Twitter, Doria fez referência à mudança de postura de Bolsonaro em relação à CoronaVac. Depois de dizer que não compraria a vacina e fazer críticas por ela ser desenvolvida por um laboratório chinês, o presidente se viu obrigado a voltar atrás depois que ela se tornou o primeiro imunizante disponível em grande escala para o país.

"O pronunciamento de Bolsonaro é uma afronta às vítimas da Covid-19 e à inteligência dos brasileiros. Enaltece as doses de vacinas já aplicadas, mas esquece de dizer que 80% são do Butantan. As mesmas vacinas que ele recusou e desqualificou em 2020", disse Doria.

"Bolsonaro esqueceu de se desculpar pelo negacionismo, que deixou desprotegidos os 300 mil brasileiros que perderam a vida. Esqueceu que parte dessas lamentáveis vítimas tomaram remédios sem eficácia, promovidos pelo presidente negacionista", completou.

Doria também disse que a postura do presidente de ontem é contraditória em relação ao restante da pandemia. Em posicionamentos anteriores, Bolsonaro havia minimizado a gravidade da pandemia, tendo usado o termo "gripezinha" para se referir à doença, em março do ano passado.

"Bolsonaro também esqueceu que chamou de maricas pessoas que usavam máscaras e de covardes os que escolheram proteger suas famílias. O Brasil precisa de mais vacinas e menos mentiras. E doses de humildade ao presidente, para reconhecer seus erros e cuidar do povo brasileiro", escreveu.

Depois de apoiar Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, Doria rompeu com o presidente no ano seguinte. A tensão entre os dois aumentou durante a pandemia, com críticas de lado a lado em relação à política adotada para o enfrentamento da pandemia.

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