PUBLICIDADE
Topo

Saúde

Covid-19: Prefeitura de Contagem usa antiga UPA para armazenar corpos

Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

Do UOL, em São Paulo

03/04/2021 15h09

Com o aumento de mortes de covid-19 em Contagem (MG), os necrotérios da cidade tiveram suas estruturas sobrecarregadas. Como medida paliativa, a prefeitura está transportando corpos de vítimas da doença, ou não, para o prédio de uma antiga UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Por meio de nota ao UOL, a gestão municipal informou que contratou uma empresa especializada para o trabalho de remoção e acondicionamento dos corpos, "evitando que as famílias fiquem aguardando por tempo indeterminado, nas unidades de atendimento da rede pública de saúde".

Em Belo Horizonte, por falta de espaço no necrotério da UPA da Pampulha, os corpos de pacientes que morreram por complicações de covid-19 ficaram expostos em frente à sala de emergência.

Em uma publicação nas redes sociais, uma moradora de Contagem escreveu que é necessário saber se a ação não trará riscos para sociedade. "Em contrapartida, sou a favor de usar esse espaço para oferecer dignidade as vítimas. Não é porque faleceram que não precisam tratá-los com dignidade".

A medida faz parte do plano de contingência da cidade e, segundo a prefeitura, não apresenta risco de contaminação para população, nem ambiental. "O local é apenas de acondicionamento, e está funcionando de forma emergencial e provisória na antiga", explicou. O município estuda um local com melhores condições, mas até o momento não definiu qual será.

Foram registradas 917 mortes na cidade e mais de 25 mil casos confirmados em decorrência do coronavírus.

Cemitério passam por reformulação

No plano de contingenciamento, o município também informa que os cemitérios têm passado por uma reestruturação. Para isso, a prefeitura tem contratado pedreiros, empresa de manutenção e demais serviços para "evitar o estrangulamento do sistema funerário da cidade".

O objetivo é de "promover os sepultamentos com a dignidade e o respeito que vítimas e familiares merecem".

Saúde