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Anvisa prevê viagem à Rússia para buscar 'pontos fundamentais' da Sputnik V

A intenção da Anvisa com a viagem é promover inspeções sanitárias na produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) e da vacina em si - Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
A intenção da Anvisa com a viagem é promover inspeções sanitárias na produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) e da vacina em si Imagem: Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

06/04/2021 16h22Atualizada em 06/04/2021 17h12

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) prevê uma missão da agência para a Rússia com o objetivo de buscar "pontos fundamentais" sobre a vacina russa contra a covid-19 Sputnik V, informou seu diretor-presidente Antonio Barra Torres.

O laboratório brasileiro União Química, que firmou parceria com o Fundo Russo de Investimento Direto para representar a Sputnik V no país, apresentou pedido de uso emergencial da vacina à Anvisa. No entanto, nem todos os documentos exigidos foram apresentados até o momento para a análise completa, segundo a agência. Os prazos de análises do pedido foram, inclusive, suspensos.

A intenção da Anvisa com a viagem é promover inspeções sanitárias na produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) e da vacina em si. A data da viagem deve ser definida amanhã. Segundo Barra Torres, a Anvisa está pronta para a missão.

"Ela trará, claro, informações muito importantes. [...] A visita à Rússia busca esclarecer pontos fundamentais. Existe a possibilidade de importação excepcional. Mas, digamos assim, fazem parte vários dentes dessa engrenagem, então, com certeza, essa visita vai ser muito esclarecedora", disse.

Barra Torres defendeu que a Anvisa está analisando a documentação sobre a Sputnik V recebida até o momento com a "mesma atenção e rapidez" aplicadas em outros casos já autorizados.

O consórcio de governadores do Nordeste afirma já ter comprado 37 milhões de doses da Sputnik e pressiona pela liberação do uso da vacina no Brasil. Hoje à tarde, representante de 11 estados, entre governadores e secretários estaduais de saúde, participam de reunião com a Anvisa para tratar do assunto.

Apesar da aquisição pelos estados, a ideia inicial é que as vacinas sejam incorporadas ao PNI (Programa Nacional de Imunização) e distribuídas pelo Ministério da Saúde.

Mesmo sendo possível a produção nacional da vacina, as primeiras doses do imunizante russo serão importadas e, para isso, ao menos nove governadores protocolaram um pedido de importação junto à Anvisa na semana passada. Agora, a ideia é tentar acelerar a aprovação do uso emergencial.

Mais cedo, Barra Torres acompanhou telefonema do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em que trataram da aquisição e fabricação da vacina Sputnik V no Brasil.

Também foram tratados o comércio entre os dois países e a cooperação na indústria de defesa, ciência e tecnologia. "O presidente Bolsonaro enfatizou a necessidade de que mais frigoríficos brasileiros sejam liberados para exportação àquele país", acrescentou nota da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações.

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