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Anvisa solicita informações aos estados sobre importação da vacina Sputnik

A Anvisa iniciou a notificação aos estados com pedido de informações referentes aos pleitos de importação da vacina Sputnik V - Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo
A Anvisa iniciou a notificação aos estados com pedido de informações referentes aos pleitos de importação da vacina Sputnik V Imagem: Luís Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

07/04/2021 20h31

Após reunião realizada hoje com representantes técnicos do consórcio de governadores do nordeste, a Anvisa iniciou a notificação aos estados com pedido de informações referentes aos pleitos de importação da vacina Sputnik V.

O objetivo é obter as informações preconizadas pela Lei nº 14.124/2021, que dispõe sobre as medidas excepcionais relativas à aquisição de vacinas e de insumos.

Na análise da documentação, a Anvisa verificou que o Certificado de Registro emitido pelo Ministério da Saúde da Rússia não veio acompanhado de relatório técnico, que ateste os aspectos de qualidade, segurança e eficácia da vacina que subsidiaram a decisão da autoridade estrangeira.

O prazo de análise fica suspenso até o envio das informações solicitadas ou até que a Anvisa obtenha dados técnicos que superem a ausência do relatório técnico emitido pela autoridade da Rússia.

Até o momento, a Anvisa recebeu pedidos de importação da vacina Sputnik V pelos seguintes estados: Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Rondônia e Pará.

Sputnik V ainda não foi aprovada no Brasil

A Sputnik V vem tendo dificuldades para obter a aprovação para uso no Brasil. A Anvisa já reprovou um pedido de uso emergencial e suspendeu o prazo de avaliação para outra solicitação.

O Consórcio Nordeste já reservou 37 milhões de doses do imunizante e, mesmo sendo possível a produção nacional, as primeiras doses serão importadas.

Segundo a Anvisa, porém, o órgão vem esbarrando em dificuldades para obter toda a documentação necessária da União Química- farmacêutica que deve ser responsável por essa fabricação no país em parceria com o Instituto Gamaleya, de Moscou.

O primeiro pedido de uso emergencial do laboratório, feito em janeiro, chegou a ser recusado porque não tinha "requisitos mínimos para submissão e análise" segundo a agência. Outro pedido, feito há duas semanas, teve o prazo de análise suspenso por falta de dados.

Fabricação Sputnik V no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem (06) em entrevista à emissora de televisão CNN Brasil que "há uma grande possibilidade de o Brasil fabricar a [vacina] Sputnik V". No início da tarde ele se reuniu com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para tratar do assunto.

"O Brasil avançou na negociação, sem intermediário. A negociação é entre o governo brasileiro e o governo russo", disse. Em vídeo obtido pela CNN, Bolsonaro esclarece: "Logicamente dependemos ainda de resolver alguns entraves aqui no Brasil e estamos com contatos com as demais autoridades, entre eles a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de como nós podemos efetivamente importar essa vacina".

O presidente afirmou que, caso a Anvisa aprove o imunizante, a intenção é produzi-lo no Brasil. "Esperamos, caso aprovada a vacina Sputnik, que nós vamos produzir ela no Brasil", afirmou.

A Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) informou em nota que o presidente telefonou ao seu par russo na tarde de hoje e abordou a possibilidade de aquisição e fabricação da vacina Sputnik no Brasil. Além dos dois chefes de Estado, participaram da ligação os ministros das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, além do diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Em entrevista coletiva posterior à reunião, Barra Torres afirmou que a produção no Brasil "é uma possibilidade concreta". Ele explicou que a União Química já teve instalações inspecionadas e aprovadas pela Anvisa.

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