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Covid-19: Três em cada dez paulistanos foram infectados, diz Prefeitura

26 nov. 2020 - Edson Aparecido (PSDB), secretário de Saúde do município de São Paulo - Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
26 nov. 2020 - Edson Aparecido (PSDB), secretário de Saúde do município de São Paulo Imagem: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Leonardo Martins

Do UOL, em São Paulo

13/05/2021 13h28Atualizada em 13/05/2021 15h48

Pelo menos três em cada dez pessoas que vivem na cidade de São Paulo já foram infectadas pelo novo coronavírus, segundo um novo estudo sorológico divulgado hoje pela Prefeitura de São Paulo.

A fase cinco do inquérito contou com uma pesquisa envolvendo 5.760 pessoas não vacinadas de todas as regiões da cidade e apontou que 33,5% dos paulistanos tiveram contato com o vírus. Foi o maior índice registrado pelo estudo, que começou a ser feito em junho de 2020.

O último inquérito sorológico, divulgado no final de fevereiro, havia registrado 25% de contaminação na cidade.

"Esse patamar é superior ao pico da pandemia em 2020, mesmo em ligeira queda. A estabilidade é superior ao pico de 2020", disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, que ressaltou o surgimento da variante P.1 (originária de Manaus) como principal componente para o salto de contaminações. Segundo pesquisadores, essa variante é duas vezes mais transmissível e infecciosa.

Mais da metade (56,1%) dos casos foram notificados em jovens adultos entre 18 e 34 anos de forma assintomática, ainda segundo a prefeitura —o que preocupa os especialistas em saúde pública. Isso porque a pessoa infectada pode sair de casa sem saber que carrega o vírus e, assim, contaminar outras pessoas.

De todos os pacientes que tiveram covid-19 desde o ano passado na cidade de São Paulo:

  • 37,2% foram internados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e
  • 17,2% precisam ser intubados.

Edson Aparecido chamou atenção para a gravidade dos números. "São números altíssimos que nós temos em função da distribuição de casos, da pressão no sistema hospitalar e da quantidade de pessoas que necessitaram de um leito de UTI e tiveram que ser entubadas na cidade".

Desde o começo da pandemia, a prefeitura afirma que reforçou a rede municipal de saúde com a abertura de dez hospitais, mais leitos de UTI e enfermaria e a contratação de 11,5 mil profissionais da saúde.

Áreas de IDH médio e baixo têm mais contaminações

O estudo também apontou que os jovens que vivem em áreas de médio e baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), onde a qualidade de vida é pior, a incidência de contaminações é maior.

Pessoas negras são as mais atingidas pelo vírus, representando 37,6% das infecções.

Queda na morte de idosos

O inquérito sorológico também apontou uma queda na morte de idosos na capital. Os números divulgados, conforme ressaltou Edson Aparecido, ainda são preliminares e usados como objeto de um estudo mais consistente que está sendo elaborado pela prefeitura em parceria com pesquisadores de saúde pública.

Prioritário na campanha nacional de imunização, o grupo está sendo vacinado desde janeiro deste ano contra a covid-19. A administração municipal ainda não relaciona, oficialmente, a queda nas mortes à vacinação.

A redução dos óbitos foi substancial em todas as faixas etárias de idosos, conforme um gráfico apresentado pelo município. (veja abaixo)

A coletiva foi apresentada pelo prefeito em exercício Ricardo Nunes (MDB), já que o prefeito Bruno Covas (PSDB) está afastado, em tratamento contra o câncer.

Gráfico Prefeitura SP - Divulgação/Prefeitura SP - Divulgação/Prefeitura SP
Mortes de idosos tiveram queda na capital paulista, segundo a prefeitura
Imagem: Divulgação/Prefeitura SP

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