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Conteúdo publicado há
2 meses

Sem vacina, SP anuncia imunização para 55 e 59 anos e professores em julho

Andreia Martins, Letícia Lázaro e Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

19/05/2021 12h54Atualizada em 19/05/2021 18h47

Mesmo sem a confirmação da quantidade de vacinas que receberá nas próximas semanas, o governo de São Paulo anunciou hoje que vai finalizar a vacinação contra a covid-19 de pessoas com deficiência e com comorbidades até o fim de junho e iniciar a imunização da faixa etária entre 55 e 59 anos a partir do dia 1º de julho. Professores com idade entre 18 e 46 anos também entraram na atualização.

Entre os dias 1º e 20 de julho, serão vacinadas as pessoas de 55 a 59 anos de idade. E, entre os dias 21 e 31 de julho, vamos vacinar os profissionais da educação que ainda precisam ser vacinados na faixa de 18 a 46 anos. Um público total de 1 milhão e 700 mil pessoas neste programa de vacinação.
João Doria (PSDB), governador de São Paulo

No dia 28 de maio, será iniciada a imunização de pessoas com idade entre 40 e 44 anos que apresentam deficiência permanente ou comorbidade relacionada à covid-19. A estimativa é de que 760 mil pessoas dentro desse grupo sejam imunizadas.

As informações foram divulgadas em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo na capital. Doria ainda afirmou que manterá a fase de transição do Plano São Paulo, de retomada econômica, até 31 de maio e iniciará a fase de flexibilização em junho.

Atualmente, todo estado está na fase de transição —que sofreu alterações. Por enquanto, comércio e serviços podem funcionar até as 21h, com capacidade de ocupação de 30%. Também está vigente o que Doria chama de toque de recolher, entre 21h e 5h —que tem o objetivo de coibir a circulação de pessoas.

Cronograma de vacinação - Reprodução - Reprodução
Cronograma de vacinação contra covid no estado de São Paulo para maio
Imagem: Reprodução

Segundo o governador, a vacinação dos profissionais de educação permitirá "retomar as aulas do segundo semestre com total segurança". Logo após o anúncio, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, comemorou a notícia em um vídeo publicado no Twitter. Ele também participou da coletiva na sede do governo paulista.

"É um grande passo. E atenção, se você tem comorbidades, profissional de educação, você será vacinado antes disso porque, agora, antes disso, priorizamos aqueles que têm comorbidades inclusive na educação. É um grande passo. Teremos um grande segundo semestre para todos os nossos profissionais, professores, diretores, toda a equipe da escola vacinada até julho", disse Rossieli.

Governo federal precisa cumprir cronograma, diz coordenadora

Mais uma vez, a coordenadora geral do programa estadual de imunização, Regiane de Paula, cobrou o Ministério da Saúde para que o cronograma de vacinação federal seja cumprido. Apesar de Doria ter divulgado os novos grupos de vacinação, ela ressaltou que o estado depende do governo federal para cumprir o cronograma.

A gente espera finalizar todas as comorbidades e deficiências permanentes. Mas, para isso, o Ministério da Saúde precisa cumprir o seu calendário vacinal. Nós precisamos de ritmo de vacinação. E esse ritmo de vacinação se deve à compra de mais vacinas, à chegada de mais vacinas. É muito importante que o governo federal esteja atento. Nós precisamos dar celeridade a esse processo.
Regiane de Paula, coordenadora do programa estadual de imunização

Ainda segundo a coordenadora, "ainda não houve uma sinalização do PNI [Plano Nacional de Imunização] para que possamos vacinar todas as gestantes sem comorbidades". Grávidas e puérperas com comorbidades começaram a ser vacinadas neste mês no estado.

Sem vacina nem insumos

O próprio governo paulista enfrenta problemas na produção da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan.

Dimas Covas, presidente do Butantan, reafirmou que vai haver atraso na entrega de mais doses da vacina. Hoje, a fábrica está parada, aguardando a importação de novos insumos da China. De acordo com ele, 3 mil litros chegarão dia 25, em um "voo marcado", mas ainda não há previsão de novo embarque —mesmo após uma reunião realizada nesta madrugada entre a Embaixada do Brasil no país asiático e a Sinovac, que desenvolve a matéria-prima.

"O Butantan tinha uma previsão de entrega de 12 milhões de doses em maio e 6 milhões em junho [ao Ministério da Saúde]. Para totalizar esse volume, nós precisaríamos de 10 mil litros [de insumo], o que deveria estar disponível no começo de maio", disse. "Ontem foram autorizados efetivamente 3 mil litros. Com isso, esse cronograma de entrega de 12 milhões para o ministério não se cumprirá, e aguardamos a próxima remessa de matéria-prima."

Comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde para vacinação contra covid - Reprodução - Reprodução
Comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde para vacinação contra covid
Imagem: Reprodução

Até as 13h desta quarta-feira (19), mais de 15 milhões de doses já haviam sido aplicadas em todo o estado. Foram quase 10 milhões de aplicações da primeira dose e 5 milhões da segunda —este último número reflete quantas pessoas completaram as duas etapas da imunização.

Ontem, foi iniciada a vacinação de motoristas e cobradores de ônibus. No dia 21, começa a imunização de pessoas entre 45 a 49 anos com comorbidades e deficiência permanente.

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