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Vamos conviver com índices elevados da pandemia até junho, diz Gabbardo

João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Andreia Martins, Letícia Lázaro e Lucas Borges Teixeira

Do UOL, em São Paulo

19/05/2021 13h54

O estado de São Paulo ainda irá conviver com altos índices de casos, mortes e internações por covid-19, pelo menos até o meio de junho. Esta é a projeção do Centro de Contingência do Coronavírus, ligada ao governo estadual, se a situação seguir as tendências atuais.

Hoje, o estado anunciou uma nova flexibilização do Plano São Paulo, de retomada econômica, a partir de 1º de junho. Segundo João Gabbardo, coordenador-executivo do comitê, os índices, no entanto, serão inferiores aos do pico da pandemia, em março, mas tudo depende do comportamento da população.

Acreditamos que nos próximos 15, 30 dias, no máximo, até metade do mês que vem, vamos conviver com números elevados. Não são números próximos aos que tínhamos na fase mais aguda da pandemia, mas vamos manter ainda um número elevado.
João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência

Nos últimos dias, o estado, registrou um aumento de 79% para 85% de internação em UTIs, segundo a Folha de S. Paulo com dados do SindHosp (sindicato dos hospitais, clínicas e laboratórios paulistas). De acordo com o governo do estado, a taxa de ocupação está em 79% hoje.

Os piores indicadores são do interior. Até ontem, mais da metade das 17 regiões do estado estavam com mais de 90% de lotação de UTI.

Nós tivemos essa semana um incremento do número de casos em 11%, 12.573 casos frente a 11.320 casos que tínhamos na semana anterior. A internação, especialmente com relação àqueles valores de internação que ocorreram na enfermaria, tivemos um incremento de 2,6%, passamos de 2.244 para 2.303.
Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde

Para Gorintcheyn, o governo está avaliando os dados e "por isso, esta fase de flexibilização [está] mais lenta, gradual e segura". "O que temos de diferente da condição de hoje em relação ao que vimos na primeira onda, na segunda onda, é a vacinação. Temos hoje 21% da nossa população adulta tendo recebido pelo menos uma dose da vacina."

Atualmente, comércio e serviços podem funcionar até as 21h, com capacidade de ocupação de 30%, com toque de recolher entre 21h e 5h. Com o novo modelo, previsto inicialmente de 1º a 15 de junho, os estabelecimentos poderão abrir das 6h às 22h, e a ocupação máxima vai para 60%, com toque de recolher entre 22h e 5h.

"Hoje, as projeções que se fazem muito mais do que avaliar locais, horários, elas são mais baseadas no comportamento das pessoas", justificou Gabbardo, em coletiva hoje. Segundo ele, as duas principais variáveis a serem analisadas são o comportamento das pessoas e a velocidade de vacinação.

"Quanto maior for a velocidade de vacinação, menor será esse tempo que vamos passar para começar a experimentar as reduções. Quanto maior for o comportamento das pessoas, na utilização das mascaras, na higienização das mãos, do distanciamento social, menor será esse tempo que ainda nos vamos passar ate chegar no momento de decréscimo dos números", declarou o médico.

SP volta a apresentar alta de casos e internações e segue queda de óbitos - Reprodução/Governo do Estado de São Paulo - Reprodução/Governo do Estado de São Paulo
SP volta a apresentar alta de casos e internações e segue queda de óbitos
Imagem: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

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