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Coronavírus

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4 meses

Brasil registra 1.971 mortes em 24 h e supera 460 mil óbitos por covid

Segundo o Ministério da Saúde, Brasil tem quase 16,5 milhões de casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia - Eduardo Anizelli/Folhapress
Segundo o Ministério da Saúde, Brasil tem quase 16,5 milhões de casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Do UOL, no Rio, e colaboração para o UOL, em São Paulo

29/05/2021 18h15Atualizada em 29/05/2021 22h35

O Brasil registrou 1.971 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas e superou a marca de 460 mil óbitos pela doença. Os dados são obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Hoje, manifestantes foram às ruas em todos os estados e no Distrito Federal contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A principal reclamação foi a gestão de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. Ao todo, 461.142 pessoas morreram no país em decorrência da covid-19 desde o início da pandemia.

Com a média de mortes de hoje (1.836), o país teve uma variação de -4%, o que marca o 11º dia seguido de estabilidade.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 78.352 novos casos de infecções, elevando o total de diagnósticos a 16.471.009. Os números não consideram os dados das últimas 24 horas de Roraima, que não atualizou os dados. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas sim quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Sete estados reportaram mais de cem mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. A soma do total de vítimas destes locais (1.518) representa 77% do total de mortes em todo o país:

  • São Paulo - 570
  • Minas Gerais - 236
  • Paraná - 201
  • Rio de Janeiro - 176
  • Ceará - 117
  • Rio Grande do Sul - 115
  • Bahia - 103

Sete estados e o Distrito Federal registraram queda, enquanto 14 estados apresentaram estabilidade. Além disso, o Brasil tem cinco estados em aceleração: Roraima (32%) —com os dados de ontem—, Tocantins (25%), Maranhão (33%), Paraíba (19%) e Mato Grosso do Sul (79%).

Devido ao represamento de dados que ocorre nas secretarias de Saúde dos estados durante os fins de semana e feriados, a média móvel diária é o índice mais adequado para se analisar o comportamento da pandemia, segundo especialistas.

A média de sete dias corrige essas flutuações nos números e torna possível observar se a doença está crescendo ou caindo no país e nos estados.

A média de hoje é comparada com o índice de 14 dias atrás —que é o tempo comum de manifestação da doença. Se essa variação fica acima de 15%, há aceleração, abaixo de -15% é desaceleração e, entre os dois índices, indica tendência de estabilidade.

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou neste sábado (29) que o Brasil registrou 2.012 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o começo da pandemia, a doença causou 461.057 óbitos em todo o país, segundo os dados da pasta.

Entre ontem e hoje, pelos dados do ministério, houve 79.670 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no Brasil, elevando o total de infectados para 16.471.600 desde março de 2020.

De acordo com o governo federal, 14.869.696 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.140.847 em acompanhamento.

SP: Internações aumentaram 317% em hospitais estaduais

Pouco mais de um mês depois do início das flexibilizações do comércio em São Paulo, as internações por covid-19 em hospitais públicos do estado saltaram na última semana. Em algumas unidades, o aumento chegou a ser de 317%.

Os dados foram levantados pelo Info Tracker, grupo de pesquisa da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da USP (Universidade de São Paulo), junto ao UOL, por meio do Censo Covid-19, plataforma do governo de São Paulo. Os números apontam um crescimento progressivo das internações em leitos voltados para pacientes com covid nos hospitais da Grande São Paulo, do litoral e do interior nos últimos sete dias.

O hospital Emílio Ribas 2, no Guarujá (litoral paulista), por exemplo, tinha seis pessoas internadas com covid-19 na semana passada. Ontem, esse número foi para 25 —aumento de 317%.

A unidade de saúde usada como hospital de campanha para covid-19 em Pindamonhangaba, no interior, também viu o número de pacientes internados com a doença quadruplicar. Eram quatro pacientes na semanada. Até ontem, eram 16 internados (300% de aumento).

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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