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Prefeitos discutem medidas para barrar variante indiana em aeroportos

Barreiras sanitárias são instaladas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo - Renato Cerqueira/Estadão Conteúdo
Barreiras sanitárias são instaladas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo Imagem: Renato Cerqueira/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

30/05/2021 13h14

O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Edvaldo Nogueira (PDT), prefeito de Aracaju, disse que na próxima terça-feira (2) prefeitos de cidades aeroportuárias farão uma reunião para definir barreiras sanitárias contra a nova variante indiana do coronavírus.

"Vamos nos reunir para intensificar esse trabalho para que cada prefeitura tome as suas medidas. É fundamental essa barreira sanitária. O ideal seria permitir que os voos, principalmente da Índia, não chegassem ao Brasil. Mas para isso seria preciso haver uma vigilância redobrada", disse Nogueira em entrevista à CNN Brasil.

A reunião deve contar com os prefeitos ou secretários de Belo Horizonte, Florianópolis, Guarulhos (SP), Rio de Janeiros, Goiás, Recife, entre outros.

Ainda segundo Nogueira, também serão abordadas a adoção de barreiras sanitárias rodoviárias. O prefeito alertou que as medidas são necessárias para evitar uma terceira onda de contaminações do novo coronavírus no Brasil.

"Se essa terceira onda vier com a força que está se prevendo, será muito difícil, pois estamos no nosso limite de ocupação de UTI", completou.

Além dessas medidas, ele afirmou que seria necessário "testar todo mundo com teste rápido e isolar quem testasse positivo. Mas não temos testes suficientes".

"Os municípios não têm conseguido comprar testes. Era preciso ter uma política de distribuição de testes aos municípios, mas isso não tem sido feito. Outra necessidade era a gente ter um mecanismo de isolamento, locais específicos para isolamento e encaminhamento para as UPAs".

Todas essas medidas devem ser abordadas na reunião entre os prefeitos. A variante indiana já foi identificada no Brasil em três estados: Maranhão (6 casos), Rio de Janeiro (1 caso) e Minas Gerais (1 caso).

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