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Sem citar nomes, Queiroga critica cidades que falam em 3ª dose de vacina

"Não podemos ter municípios criando regras próprias", defendeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - Evandro Leal/Agência Free Lancer/Estadão Conteúdo
"Não podemos ter municípios criando regras próprias", defendeu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Imagem: Evandro Leal/Agência Free Lancer/Estadão Conteúdo

Do UOL*, em São Paulo

16/07/2021 18h19Atualizada em 16/07/2021 18h32

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu hoje o esforço conjunto entre União, estados e municípios para seguir as estratégias definidas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) na vacinação contra a covid-19. Sem citar nomes, ele também criticou "municípios" que já estão anunciando a aplicação de uma terceira dose antes mesmo de toda a população ter tomado a primeira.

As declarações foram feitas em Campo Grande, onde o ministro participou de uma solenidade, e acontecem um dia depois de o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e seu secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, anunciarem estar estudando um reforço na vacinação de idosos, com uma terceira dose, a partir de outubro.

"Não podemos ter municípios criando regras próprias e escolhendo subgrupos diferentes para vacinação", disse Queiroga. "Tem município anunciando a terceira dose. Como anunciar a terceira dose se não aplicamos a primeira dose em 100% da população brasileira? Isso gera calor em vez de gerar luz."

Precisamos ter dados oriundos da ciência para poder tomar decisão. Não pode ser uma ciência self-service, em que se sai usando o que quer. Tem de ter base sólida. Não sabemos ainda como é a intercambialidade de doses. Existe uma ou duas publicações sobre isso.
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Anvisa crê em 3ª dose

Na última terça-feira (13), durante uma palestra virtual, o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, disse acreditar que algumas das vacinas contra a covid-19 demandarão uma terceira dose, mas não especificou quais.

"É estudado no mundo inteiro. O mundo inteiro está debruçado nisso, e o objetivo é obter a imunização segura e mais duradoura", afirmou, reforçando que sua fala era apenas uma avaliação pessoal, e não uma previsão.

A Anvisa é responsável pela autorização do uso e aprovação das bulas de vacinas no Brasil, que contêm as informações sobre o regime de doses. Por enquanto, nenhum imunizante tem esquema com três aplicações.

Barra Torres também ressaltou que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa são eficazes e que a população pode confiar em qualquer uma que estiver disponível no posto de saúde. "A melhor é aquela que está no seu braço", disse.

(*Com Agência Brasil)

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