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Covid: Ministério da Saúde pedirá à Anvisa liberação para autoteste

Atualmente, não é permitida no Brasil a venda de exames de antígeno para serem feitos em casa - Eduardo Valente/Framephoto/Estadão Conteúdo
Atualmente, não é permitida no Brasil a venda de exames de antígeno para serem feitos em casa Imagem: Eduardo Valente/Framephoto/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

10/01/2022 14h21Atualizada em 10/01/2022 15h48

O Ministério da Saúde enviará à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) uma nota técnica solicitando a avaliação do autoteste para diagnóstico da covid-19.

Ao jornal O Estado de S. Paulo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, afirmou que o ministério concluiu que o exame pode ser uma "importante ferramenta de apoio" no combate ao coronavírus.

"A mensagem é que o autoteste é uma ferramenta de apoio e não substitui o diagnóstico do profissional de saúde", ponderou. "A pessoa deve fazer o teste e, caso esteja com sintomas, deve ir ao posto de saúde ou hospital se certificar do diagnóstico."

Atualmente, não é permitida no Brasil a venda de exames de antígeno para serem feitos em casa. O exame é feito com a coleta de material no nariz com o cotonete ou por saliva. O autoteste, porém, tem sensibilidade menor do que outros exames (como o PCR) e está sujeito ao erro do paciente não treinado.

Testes de gravidez e diabetes

Desde o início da pandemia de coronavírus, especialistas têm alertado que o Brasil derrapa em uma das principais estratégias para acompanhar o avanço da covid-19: a testagem. Adotados em diferentes lugares do mundo, os autotestes são proibidos no território brasileiro devido a uma resolução de 2015 da Anvisa.

No documento, a agência justifica a decisão afirmando que "não podem ser fornecidos a usuários leigos" produtos que atestem a "presença ou exposição a organismos patogênicos ou agentes transmissíveis, incluindo agentes que causam doenças infecciosas passíveis de notificação compulsória".

Por outro lado, testes de gravidez e de diabetes são comercializados em farmácias e podem ser feitos sem a presença de um profissional especializado. Procurada pela reportagem, a Anvisa não respondeu aos questionamentos.

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