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Surto de ômicron afasta 5.500 profissionais de saúde no Rio, diz secretaria

Paciente no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência para covid-19 na rede municipal do Rio - Beth Santos/Prefeitura do Rio/Divulgação
Paciente no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade de referência para covid-19 na rede municipal do Rio Imagem: Beth Santos/Prefeitura do Rio/Divulgação

Igor Mello

Do UOL, no Rio

14/01/2022 15h52

A nova onda de covid-19 causada pela chegada da variante ômicron ao Brasil resultou no afastamento de mais de 5.500 profissionais de saúde na rede municipal do Rio de Janeiro desde o fim de dezembro, informou a SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

Em meio ao surto, a SMS lançou um edital para a contratação emergencial de 500 técnicos de enfermagem, que serão contratados para atender pacientes com covid-19. Contudo, a prefeitura não confirma que a contratação tenha relação com o grande déficit de funcionários causado pelo avanço da ômicron.

Segundo a pasta, alguns profissionais já retornaram ao trabalho após cumprir o período necessário de isolamento.

O Rio de Janeiro vem sendo o epicentro da ômicron no país. O estado foi o primeiro a constatar que a nova variante —mais transmissível e com capacidade de escapar parcialmente da imunidade trazida por vacinas ou por infecções anteriores.

Até ontem, o mês de janeiro somava 53.304 casos confirmados do novo coronavírus na cidade, superando agosto de 2021, até então o mês com mais contaminados na capital.

Ontem, o país registrou quase 100 mil novos casos conhecidos de covid-19, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Mil garis são afastados em razão da covid

Além da saúde, outras áreas essenciais também vêm sendo afetadas pela nova cepa do coronavírus.

Segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), aproximadamente mil garis tiveram que ser afastados por conta da doença —7% do total de efetivos da companhia.

A Comlurb diz estar acompanhando todos os casos de covid-19 entre seus funcionários e seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.

Diante do desfalque no seu quadro de funcionários, a empresa divulgou hoje um comunicado pedindo a colaboração da população. Segundo o texto, "como todas as categorias essenciais que nunca pararam de trabalhar durante a pandemia, a dos profissionais de limpeza urbana está sofrendo com a alta taxa de contaminação nesta nova onda de covid-19".

Apesar disso, a empresa nega que haja risco de prejuízo ao serviço de coleta de lixo e varrição das ruas.

A Comlurb ainda afirma que seus profissionais estão sobrecarregados e pede que a população colabore fazendo o descarte adequado do lixo residencial.

"O momento é de pedir empatia da população com a categoria que trabalha incessantemente para manter o Rio de Janeiro limpo, não sobrecarregando os profissionais que estão nas ruas até o retorno dos colegas."

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