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1 mês

Vecina: Corrupção, má gestão e mortes resumem governo Bolsonaro na Saúde

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/05/2022 09h48Atualizada em 23/05/2022 11h49

Para o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, o discurso do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na OMS (Organização Mundial da Saúde), foi uma "fala idiota", e "mortes excessivas" por covid-19 poderiam ter sido evitadas.

"Corrupção, má gestão e mortes: esse é o resumo do Governo Bolsonaro durante esses quatro anos de gestão do Ministério da Saúde e dessa crise sanitária que estamos vivendo (pandemia de covid-19)", disse Vecina durante o UOL News - Manhã, programa do Canal UOL.

O discurso ao qual Vecina se referiu foi proferido hoje. Na ocasião, Queiroga não citou o número de mortos pela covid-19 no Brasil e falou com louvor sobre o trabalho do governo federal no tocante à pandemia, dizendo que a atual gestão está lutando contra a corrupção na Saúde.

Até ontem, 665.680 pessoas haviam morrido por covid-19 no Brasil, segundo dados de governos estaduais compilados pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

"Desde o início da pandemia de covid-19, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) atuou para preservar vidas, conciliando o equilíbrio econômico e a justiça social", afirmou Queiroga, durante a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça.

Na avaliação de Vecina, porém, o Brasil teve uma série de mortes por covid-19 que poderiam ter sido evitadas, caso o governo federal e todos os ministros que passaram pelo Ministério da Saúde de 2020 até hoje tivessem agido, inclusive Queiroga.

"Tivemos a CPI da Covid, que mostrou que o Ministério da Saúde estava comprando vacina com dólar de bônus por cada dose comprada", afirmou Vecina, citando o caso envolvendo supostos pedidos de propina para compra de unidades do imunizante da AstraZeneca para covid-19.

"E o mais recente episódio foi esse do general responsável pela Logística do Ministério da Saúde (Ridauto Fernandes)", acrescentou, fazendo referência ao fato de o militar da reserva ter, na semana passado, ampliado o sigilo sobre estoques e produtos vencidos da pasta.

Enquanto isso, apontou Vecina, "só terminamos de vacinar nossa população adulta em dezembro do ano passado, quando poderíamos ter terminado em maio (de 2021)".

"Ficamos de maio a dezembro matando brasileiros por não termos vacinas", acrescentou. "E agora, muitos brasileiros estão sendo sofrendo de covid longa", pontuou.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.