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1 mês

Covid: Média móvel de mortes atinge maior patamar desde 1º de abril

Mais de 670 mil brasileiros morreram em decorrência da covid-19 - Bruno Kelly/Reuters
Mais de 670 mil brasileiros morreram em decorrência da covid-19 Imagem: Bruno Kelly/Reuters

Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL e Colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

27/06/2022 18h04Atualizada em 27/06/2022 20h41

A média móvel de mortes causadas pela covid-19 no Brasil chegou ao maior patamar desde 1º de abril. Hoje, o indicador ficou em 198, e naquela data foi de 206. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

O índice variou 38% em relação a 14 dias atrás, indicando tendência de alta. Se o valor fica acima de 15%, como hoje, indica tendência de alta; abaixo de -15%, significa queda, e entre 15% e -15% sinaliza estabilidade.

A média móvel é considerada por especialistas a maneira mais confiável de medir avanço ou retrocesso da pandemia, e é calculada a partir da média de mortes — ou de casos — dos últimos sete dias.

Quatros regiões alavancam a alta na média móvel de mortes: Centro-Oeste (56%), Nordeste (90%), Sudeste (41%) e Sul (18%). Já o Norte tem estabilidade, de -6%.

O Distrito Federal e 15 estados estão com a média móvel de mortes em alta, seis em estabilidade e cinco em queda.

Nas últimas 24 horas, foram 147 mortes no país em decorrência da doença. Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Sergipe, e Tocantins não registraram óbitos nesta segunda-feira (27). Desde o início da pandemia foram 670.606 vidas perdidas.

Além disso, foram registrados 59.944 novos casos conhecidos de covid-19 no Brasil. Ao todo, o país acumula 32.136.916 testes positivos para a doença causada pelo coronavírus.

A média móvel ficou em 54.400, com tendência de alta (36%). Quatro regiões do país acompanham o cenário nacional de alta na média móvel de casos: Centro-Oeste (19%), Nordeste (116%), Norte (179%) e Sudeste (41%). Já o Sul tem estabilidade, de 2%.

Na análise por unidade da federação, 18 registram tendência de alta na média móvel; 5 de estabilidade e 3 de queda.

Veja a situação da média móvel de mortes por estado e no DF:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: alta (108%)
  • Minas Gerais: estabilidade (5%)
  • Rio de Janeiro: alta (37%)
  • São Paulo: alta (63%)

Região Norte

  • Acre: estabilidade (0%)
  • Amazonas: queda (-50%)
  • Amapá: estabilidade (0%)
  • Pará: queda (-32%)
  • Rondônia: alta (300%)
  • Roraima: estabilidade (0%)
  • Tocantins: estabilidade (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: alta (800%)
  • Bahia: alta (123%)
  • Ceará: alta (118%)
  • Maranhão: alta (300%)
  • Paraíba: alta (175%)
  • Pernambuco: estabilidade (-5%)
  • Piauí: alta (450%)
  • Rio Grande do Norte: alta (286%)
  • Sergipe: queda (-25%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: alta (500%)
  • Goiás: alta (53%)
  • Mato Grosso: alta (170%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-75%)

Região Sul

  • Paraná: alta (87%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-28%)
  • Santa Catarina: estabilidade (107%)

Dados do governo

Nas últimas 24 horas, o Brasil contabilizou 127 novas mortes provocadas pela covid-19, como indica o boletim divulgado hoje (27) pelo Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, a doença causou 670.532 óbitos em todo o país.

Pelos dados da pasta, houve 51.678 testes positivos para o novo coronavírus entre ontem e hoje no Brasil, elevando o total de infectados para 32.130.316 desde o começo da pandemia.

De acordo com o governo federal, houve 30.686.581 casos recuperados da doença até aqui, com outros 773.203 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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