Topo

Esse conteúdo é antigo

Vacina contra gripe aviária em humanos começa a ser desenvolvida no Brasil

A transmissão da doença ocorre por meio de contato com aves doentes, vivas ou mortas.  - Peter Garrard Beck/Getty Images
A transmissão da doença ocorre por meio de contato com aves doentes, vivas ou mortas. Imagem: Peter Garrard Beck/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

18/05/2023 19h02

O Instituto Butantan começou a desenvolver a primeira vacina contra gripe aviária em humanos do Brasil.

O que aconteceu:

Os testes estão sendo realizados com cepas vacinais cedidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), informou o instituto, que atua desde 1901 na produção de soros e vacinas.

O Butantan informou que o primeiro lote piloto já está pronto para testes pré-clínicos. O Butantan possui estrutura para produzir novos produtos com autonomia e pretende utilizar a fábrica da vacina contra a Influenza para desenvolver o novo imunizante.

Caso suspeito no Brasil

O Ministério da Saúde confirmou hoje a notificação de um caso suspeito de gripe aviária em humano, em Vitória (ES). O paciente é um homem de 61 anos de idade, funcionário de um parque onde foi encontrada uma ave com resultado positivo para a doença.

Ele apresenta sintomas gripais leves, e conforme protocolo de vigilância sanitária está em isolamento e é monitorado por equipes de saúde do município.

Em nota, a pasta informou que amostras do paciente suspeito e de outras 32 pessoas que também trabalham no parque estão em análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo. Após o processo, as amostras, de acordo com o ministério, serão enviadas para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório de referência para o estado.

É importante ressaltar que não foram registrados casos confirmados de influenza aviária A (H5N1) em humanos no Brasil. A transmissão da doença ocorre por meio de contato com aves doentes, vivas ou mortas. De acordo com o que foi observado no mundo, o vírus não infecta humanos com facilidade e, quando isso ocorre, geralmente a transmissão de pessoa para pessoa não é sustentada".
Ministério da Saúde