Ministro britânico defende 2º referendo após negociação com a UE

Londres, 28 Jun 2016 (AFP) - O ministro britânico da Saúde, Jeremy Hunt, defendeu a organização de um segundo referendo após a negociação de saída da União Europeia (UE), com o objetivo de preservar o acesso ao mercado único europeu.

O Reino Unido deveria obter um estatuto especial com os 27 países da UE similar ao da Noruega, mas com melhores condições, levando em consideração seu peso econômico e a complexidade da situação dos imigrantes, explica Hunt em um artigo publicado no jornal Daily Telegraph.

Após a votação histórica com vitória do Brexit na quinta-feira passada, os líderes europeus exigiram que Londres apresente o mais rápido possível o pedido de divórcio.

Uma reunião de cúpula especial da UE começa nesta terça-feira em Bruxelas e o primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, deve apresentar explicações.

"A primeira parte do plano deve fixar com clareza que vamos permanecer no mercado único", propõe Hunt no artigo.

"Somos a nação com mais comércio no mundo. Forjamos o mundo e o mundo nos forjou através da História por sermos abertos ao mundo".

O segundo objetivo é "restaurar a estabilidade" nos mercados e nas relações com o restante da UE no tema migratório.

"Não se pode justificar que os dinamarqueses e holandeses devam conceder direitos sociais ilimitados a sírios aos quais não deram passaporte, e sim os alemães", explica o ministro como uma forma de exemplo.

Hunt menciona assim a crise migratória do ano passado, quando mais de um milhão de refugiados entraram na Alemanha.

"É por isto que tantos países europeus têm problemas com a extrema-direita", escreveu.

"Nosso plano deve ser estimulá-los (os sócios europeus) a reformar estas regras, e abrir assim um espaço 'Noruega plus' para nós", ou seja "acesso total ao livre mercado e um acordo razoável nas regras de livre movimento de pessoas".

A Noruega integra a Associação de Livre Comércio Europeu desde 1994, que dá direito ao país de comercializar livremente com a UE, em troca da implementação de parte de sua legislação e de garantir a livre circulação de cidadãos, bens e capitais. Oslo também contribui ao orçamento europeu, mas não tem direito a voto.

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