Comércio internacional de pangolim fica proibido

Joanesburgo, 28 Set 2016 (AFP) - O comércio internacional de todas as espécies de pangolim, um mamífero em risco de extinção, foi proibido nesta quarta-feira em uma votação da Convenção sobre o comércio internacional de espécies em risco (CITES), realizada em Johannesburgo.

"O comitê aceita que todos os pangolins - africanos e asiáticos - sejam inscritos no anexo 1", que proíbe o comércio de espécies em risco de extinção, indicou nesta quarta-feira a CITES através de sua conta no Twitter.

Até agora, o comércio das oito espécies conhecidas deste mamífero insetívoro com escamas que vive na África e no sudeste asiático estava legalmente regulamentado.

"É uma enorme vitória e uma boa notícia incomum para uma das espécies mais ameaçadas do mundo", declarou Ginette Hemley, chefe da delegação da organização mundial para a proteção da natureza, WWF.

"Isso coloca fim às questões sobre a legalidade do comércio, isso tornará mais difícil o tráfico dos criminosos", acrescentou, convocando os 182 estados membros da convenção a "fazer a decisão ser respeitada rapidamente".

Sua carne delicada, mas também os órgãos e os ossos do pangolim, são muito demandados por chineses e vietnamitas, principalmente. Os curandeiros atribuem as suas escamas, de queratina - da qual também é formado o chifre dos rinocerontes -, virtudes terapêuticas.

Na cultura tradicional africana, o pangolim é conhecido por afastar o mau-olhado.

Pesa menos de 20 quilos e se enrosca em forma de bola quando é ameaçado, razão pela qual é uma presa fácil para os caçadores ilegais.

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