Clinton e Trump apostam em estados-chave na reta final

Washington, 27 Out 2016 (AFP) - Hillary Clinton e Donald Trump concentravam seus esforços nesta quarta-feira em Estados onde a disputa pela Casa Branca está mais apertada, como Flórida e Carolina do Norte.

"Me sinto realmente bem, cheia de energia (...) mas esta eleição só termina quando acabar", declarou Clinton no avião que seguia da Flórida para Nova York. "Não consideramos nada garantido".

Em seu segundo dia de visita à Florida, Clinton foi recebida por seus partidários em Lake Worth, que celebraram o 69º aniversário da democrata.

"Duvido que Donald Trump tenha lido a Constituição" dos Estados Unidos, declarou a candidata, antes de seguir para Tampa, onde realizou outro comício, a treze dias das eleições.

Em Tampa, Hillary Clinton destacou sua visão "de esperança, otimismo e inclusão" em contraposição ao projeto "sombrio e excludente" de seu adversário. "A mudança é inevitável na vida, mas o importante é que tipo de mudança teremos".

Uma pesquisa divulgada na noite de terça-feira atribui a Trump uma pequena vantagem na Flórida sobre Clinton, mas dentro da margem de erro.

Mas em nível nacional, em média, as pesquisas dão a Clinton uma vantagem de cinco pontos sobre Trump.

A Flórida é um dos Estados fundamentais para se chegar à Casa Branca, e no final de semana a coordenadora da campanha de Trump, Kellyanne Conway, admitiu que uma derrota neste Estado tornaria muito mais difícil conquistar a presidência.

Clinton também viaja à Carolina do Norte, outro Estado onde disputa voto a voto com Trump.

- Vitória "espetacular" -Trump, que tem denunciado fraude nas eleições, promete uma vitória surpreendente nas urnas.

"Penso que teremos uma vitória espetacular", disse Trump na quarta-feira à rede de televisão CNN, para acrescentar que pretende reforçar o caixa de sua campanha recorrendo ao próprio dinheiro.

"Já coloquei mais de 100 milhões na campanha e estou disposto a colocar muito mais", declarou o magnata.

O candidato republicano esteve nesta quarta-feira rapidamente em Washington, para a inauguração do Hotel Internacional Trump, próximo à Casa Branca.

Apesar de não fazer parte de sua agenda de campanha, Trump aproveitou a oportunidade: "terminar esta obra dentro do orçamento previsto e antes do tempo esperado é algo que passa uma mensagem".

"Construí um dos maiores hotéis do mundo. O que devo fazer, não vir?! Não posso cortar a fita?!" - disse Trump à rede ABC, respondendo às críticas de sua visita a uma cidade majoritariamente democrata.

Na avenida Pensilvânia, cerca de 100 pessoas - principalmente trabalhadores e líderes sindicais - realizaram uma manifestação para denunciar a ação judicial de Trump contra o sindicato de empregados de outro de seus hotéis, em Las Vegas (Nevada).

O sindicalista chileno-americano Yoel Bitran disse à AFP que é "problemático que (Trump) não esteja disposto a reconhecer seus próprios trabalhadores, que o tornam rico todos os dias, e não lhes dar ao menos a proteção das leis básicas deste país".

James Harcomb, eleitor de Trump, afirmou que o protesto era promovido pelo lado democrata: "pergunto quanto receberam de Clinton para fazer isto".

- Kriptonita -Trump manteve o tom das críticas a Clinton, que voltou a ser ameaçada pela sombra do escândalo da utilização de um servidor privado para mensagens oficiais quando era secretária de Estado.

O WikiLeaks divulgou nesta quarta-feira mensagens que revelam que no início de sua campanha presidencial, em 2015, integrantes da equipe de Clinton estavam consternados porque assessores do departamento de Estado não haviam conseguido evitar o escândalo com a publicação do caso no The New York Times.

Um dos e-mails revelados é uma mensagem de Neera Tanden, integrante da chamada 'equipe de transição' preparada pela campanha de Hillary Clinton, de 2 de março de 2015, o mesmo dia em que o The New York Times revelou que Hillary havia usado um servidor privado de e-mail quando era secretária de Estado (2009-2013).

Na mensagem - enviada a John Podesta, que na época fazia a campanha de Hillary - Tanden questionou por que a equipe da ex-secretária de Estado não havia resolvido o caso antes de se transformar em um escândalo.

"Por que não se livraram disso há 18 meses? É uma loucura", escreveu Tanden a Podesta no dia 2 de março, após as revelações do jornal. "É inacreditável", respondeu Podesta.

Depois, Tanden tentou responder sua própria pergunta: "Acho que sei a resposta. Querem se salvar", escreveu.

Em outra mensagem, Tanden apontou que o escândalo "é como um calcanhar de Aquiles. Kriptonita".

"Ninguém quer mais quatro anos de (Barack) Obama, não quer Hillary com todos os seus problemas e corrupção. O que está sendo divulgado pelo WikiLeaks é um desastre", declarou Trump.

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