Colonos israelenses de Amona aceitam proposta de transferência

Amona, Territórios palestinos, 18 dez 2016 (AFP) - Os moradores da colônia israelense de Amona, na Cisjordânia ocupada, aceitaram neste domingo abandonar de forma voluntária suas casas, sete dias antes do fim do ultimato judicial que determina a destruição do assentamento.

"Os habitantes de Amona decidiram suspender sua luta e dar uma oportunidade ao acordo de transferência apresentado pelo governo", afirmou o porta-voz dos colonos, Ofer Inar.

A colônia construída em terras palestinas privadas tem que ser destruída até 25 de dezembro, de acordo com uma sentença do Tribunal Supremo israelense.

As quase 40 famílias que moram na colônia rejeitaram na quinta-feira uma proposta similar do governo, que oferecia a transferência a 12 famílias para outros terrenos vazios da colina de Amona e a mudança das outras 28 para o assentamento vizinho de Ofra.

A colônia de Amona é considerada "selvagem", ou seja, ilegal para o direito israelense, que se aplica na maioria da Cisjordânia, um território palestino ocupado desde 1967.

A ONU e grande parte da comunidade internacional consideram ilegais todas as colônias nos territórios ocupados por Israel, e consideram que são um grande obstáculo para a paz entre palestinos e israelenses.

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