Choques entre manifestantes palestinos e soldados israelenses em Hebron

Hebrom, Territórios palestinos, 24 Fev 2017 (AFP) - Centenas de manifestantes palestinos enfrentaram nesta sexta-feira soldados israelense em Hebron, na Cisjordânia ocupada, por ocasião de uma protesto contra o massacre cometido em 1994 por um colono israelense.

Os soldados tentaram dispersar a manifestação com a ajuda de gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

O exército também mobilizou caminhões com jatos de água. Os palestinos responderam jogando pedras.

Os colonos que vivem entrincheirados no centro da cidade de Hebron, por sua vez, jogaram pedras na direção dos palestinos.

A manifestação foi organizada para recordar o aniversário do massacre, em 25 de fevereiro de 1994, cometido por Baruch Goldstein, um colono israelense que matou com uma arma automática 29 palestinos e feriu mais de cem dentro do Túmulo dos Patriarcas.

Este lugar santo para o judaísmo e o Islã se encontra em Hebron, Cisjordânia, território palestino que Israel ocupa há quase 50 anos.

Baruch Goldstein morreu linchado.

Hebron é um barril de pólvora. Cerca de 500 colonos israelenses vivem entrincheirados sob a proteção do exército israelense nesta cidade povoada por 200.000 palestinos.

As colônias israelenses nos territórios palestinos ocupados sào consideradas ilegais pela ONU.

Esta cidade é, além disso, epicentro da violência desatada desde 1o. de outubro de 2015 nos Territórios Palestinos e em Israel, na qual morreram 252 palestinos e 36 israelenses, segundo balanço da AFP.

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