Coreia do Norte: nem drones, nem balões e sim pássaros

Seul, 25 Mai 2017 (AFP) - A Coreia do Norte acusou nesta quinta-feira Seul de executar uma "provocação armada" ao disparar mais de 450 rajadas contra uma nuvem de pássaros, depois que as forças sul-coreanas abriram fogo contra um objeto que sobrevoava a fronteira.

Fontes militares sul-coreanas afirmaram em um primeiro momento que o objeto em questão poderia ser um drone.

Mais tarde, o ministério da Defesa explicou que balões norte-coreanos com folhetos de propaganda haviam sobrevoado a zona desmilitarizada (DMZ, na sigla em inglês) entre os dois países, uma das fronteiras mais vigiadas do mundo.

O exército sul-coreano executou disparos de advertência.

A Coreia do Norte aumentou a polêmica nesta quinta-feira: uma fonte do exército citada pela agência oficial KCNA declarou que os misteriosos objetos eram na realidade "uma nuvem de pássaros no céu".

Seul é "vítima de transtornos mentais e de uma histeria de confronto", afirmou a fonte, que descreveu a DMZ como "um ponto extremamente nervoso, onde as tropas dos dois lados apontam permanentemente as armas uns contra os outros".

A tensão aumentou na região com as ambições nucleares da Coreia do Norte.

Tanto o Sul como o Norte enviam ao outro lado da fronteira folhetos por meio de balões de hélio. Além disso, ativistas sul-coreanos hostis ao regime de Kim Jong-un também enviam panfletos a Pyongyang.

Em várias ocasiões a Coreia do Sul acusou a Coreia do Norte de enviar a seu país drones espiões.

De acordo com Seul foram disparadas apenas 90 rajadas durante o incidente de terça-feira. Um porta-voz do exército repetiu nesta quinta-feira que eram balões.

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