Família de negro morto por policial obtém indenização nos EUA

Chicago, 26 Jun 2017 (AFP) - A família de um motorista negro morto pela polícia de Minnesota, cuja agonia foi transmitida ao vivo pelo Facebook, disse nesta segunda-feira ter chegado a um acordo de indenização de quase três milhões de dólares com a cidade americana que empregava o agente, que foi absolvido pela Justiça.

A morte de Philando Castile comoveu os Estados Unidos, em meio a uma série de tiroteios contra negros por parte de policiais. Sua namorada Diamond Reynolds transmitiu ao vivo no Facebook a sua agonia quando sua camisa estava manchada de sangue e enquanto o agente continuava gritando e dando ordens com a sua arma.

Jeronimo Yanez, de 29 anos, foi absolvido no início deste mês no julgamento pela morte de Castile, de 32 anos, durante uma blitz no ano passado, depois que o motorista informou ao policial que levava uma arma e tinha permissão legal para portá-la.

O valor de 2,9 milhões de dólares dado pelo município de Saint Anthony, um subúrbio de Saint Paul, capital de Minnesota, evitou um julgamento federal de direitos civis, "que poderia ter demorado anos para ser processado nos tribunais, aumentando o sofrimento da família e da comunidade", segundo um comunicado publicado nesta segunda-feira pela cidade e pelos advogados da família Castile.

"Nenhuma quantia de dinheiro poderia substituir Philando", diz o comunicado, acrescentando que o dinheiro, que será pago pelo seguro da cidade e não com fundos fiscais, poderia ser utilizado para criar uma fundação em nome de Castile.

O vídeo do tiroteio gravado pela patrulha, publicado na semana passada, mostra o diálogo entre Yanez e Castile e acaba menos de um minuto antes do policial atirar contra a vítima a uma curta distância.

Depois que Yanez foi absolvido pela Justiça, a cidade de Saint Anthony disse que não voltaria a empregá-lo como policial.

A sentença, que despertou novos protestos em Minnesota, foi a primeiro de uma série de três processos em uma semana em que os juízes americanos não conseguiram condenações contra agentes em tiroteios, revelando as dificuldades de processar tais casos, inclusive quando há vídeos como evidência.

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