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Internacional

Guatemala: Velásquez seguirá à frente de comissão antimáfia da ONU

31/08/2017 21h01

Cidade da Guatemala, 1 Set 2017 (AFP) - O ex-juiz colombiano Iván Velásquez afirmou nesta quinta-feira que permanecerá à frente da missão anticorrupção da ONU na Guatemala (Cicig), após sua frustrada expulsão do país por uma ordem presidencial que causou um terremoto político no país.

"Continuaremos com nossas atividades e funções no cumprimento integral de nosso mandato, como foi realizado até agora", declarou Velásquez em comunicado.

Este é o primeiro pronunciamento público do ex-magistrado colombiano desde que o presidente Jimmy Morales ordenou a sua expulsão no domingo passado, decisão que posteriormente foi anulada pelo órgão máximo de justiça.

O comissionado "ratifica, mais uma vez, o seu compromisso e a sua convicção na luta contra a corrupção e a impunidade na Guatemala", acrescenta o comunicado.

Velásquez agradeceu as manifestações de apoio recebidas nos últimos dias de parte de associações, autoridades indígenas, instituições e organizações nacionais e internacionais por seu trabalho à frente da Cicig.

"A Cicig foi e continuará sendo respeitosa ao estado de direito e ao marco jurídico guatemalteco", acrescenta o texto do comunicado.

A Corte de Constitucionalidade suspendeu na terça-feira a ordem de Morales de expulsar Velásquez.

O governante justificou a sua decisão ao acusar o ex-juiz colombiano de ingerência na justiça e política local, além de extrapolar as suas funções.

A decisão do chefe de Estado desatou um terremoto político e fez com que centenas de guatemaltecos saíssem às ruas para protestar.

Morales tomou esta ação dois dias após o comissionado e a procuradora-geral, Thelma Aldana, pedirem a retirada de sua imunidade presidencial por cometer supostas irregularidades nas finanças de sua campanha à Presidência em 2015.

O Parlamento europeu pediu ao governo e a Morales que permitam que a Cicig "desenvolva suas atividades sem interferências políticas para que possa cumprir o seu mandato".

"Esta decisão [do presidente] significaria um grave revés para a luta contra a impunidade e corrupção na Guatemala", advertiu em comunicado a encarregada de Relações com a América Central do Parlamento europeu, Sofia Sakorafa.

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