Ataques do Estado Islâmico matam 58 militares e milicianos sírios

Beirute, 29 Set 2017 (AFP) - Ao menos 58 membros das forças do regime sírio morreram na quinta-feira em uma série de ataques do grupo Estado Islâmico (EI) contra postos de controle na província central de Homs, informou nesta sexta-feira a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O EI, encurralado em todas as frentes, reivindicou a ofensiva em um comunicado e afirmou que vários combatentes atacaram as posições governamentais ao sul da cidade de Al-Sukhna, no deserto sírio, o que deixou dezenas de mortos entre os militares e milicianos.

Os ataques coincidiram com a divulgação do áudio do líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, no qual ele pede a seus combatentes, perto da derrota total no Iraque, que resistam e aumentem os ataques contra os inimigos.

"Os primeiros ataques atingiram postos de controle das tropas governamentais em Chola", uma localidade próxima à cidade de Deir Ezzor, leste da Síria, informou o OSDH.

O Estado Islâmico sofreu derrotas importantes nas últimas semanas em Deir Ezzor e na província de mesmo nome, a última que controla na Síria.

A organização extremista está cercada por duas ofensivas simultâneas, uma das forças governamentais sírias apoiadas pela Rússia e outra das forças curdas respaldadas pelos Estados Unidos.

"Depois o EI executou uma série de ataques contra postos de controle ao longo de uma estrada que vai de Chola até o sul de Al-Sukhna", afirmou o OSDH.

A estrada atravessa a zona desértica da Síria conhecida como Badiya, que inclui várias províncias.

Com o apoio da aviação russa, o exército sírio e as milícias pró-governo expulsaram o EI da maior parte de Badiya, com exceção de algumas zonas isoladas das províncias de Homs e Deir Ezzor.

Na quinta-feira, Abu Bakr al-Baghdadi convocou os combatentes do EI e disse que eles devem "ser pacientes e resistir ante os infiéis", em referência aos vários países que lutam contra o grupo no Iraque e na Síria.

Apesar das derrotas nos últimos meses, o EI consegue executar ataques esporádicos no Iraque e na Síria, além de organizar atentados na Europa.

Desde 2011, a guerra na Síria matou mais de 330.000 pessoas.

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