Dezenas de integrantes do Estado Islâmico se entregam na cidade síria de Raqa

Em Beirute

  • REUTERS/Erik De Castro

    8.out.2017 - Soldados das Forças Democráticas Sírias inspecionam armas e munições recuperados em abrigo de militantes do Estado Islâmico em Raqqa

    8.out.2017 - Soldados das Forças Democráticas Sírias inspecionam armas e munições recuperados em abrigo de militantes do Estado Islâmico em Raqqa

Quase 100 combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na cidade síria de Raqa se renderam nas últimas 24 horas, anunciou neste sábado a coalizão antijihadista internacional liderada pelos Estados Unidos.

Na quinta-feira, a coalizão informou que entre 300 e 400 combatentes do EI permaneciam em Raqa, ao lado de centenas de civis presos nesta cidade conquistada pelos jihadistas em 2014.

"Nas últimas 24 horas, quase 100 terroristas do EI se renderam em Raqa e foram retirados da cidade", afirma um comunicado divulgado pela coalizão que apoia as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança curdo-árabe que luta contra o EI.

O texto explica que os combatentes estrangeiros do EI que permanecem em Raqa "não estão autorizados a sair" da cidade.

Mais cedo, a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) afirmou que "todos os combatentes sírios do EI saíram da cidade de Raqa durante os últimos cinco dias em consequência de um acordo entre as Forças Democráticas Sírias e o EI".

O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, mencionou 200 jihadistas. Ele disse que os combatentes saíram da cidade "com suas famílias e com centenas de civis (...) para um destino não revelado".

"As negociações continuam para retirar os jihadistas estrangeiros, que pedem para viajar até os setores sob seu controle na província de Deir Ezzor" (leste), afirmou Abdel Rahman.

Mas um porta-voz das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG), principal componente das FDS, negou a existência de uma negociação neste sentido.

"Desmentimos completamente qualquer tipo de negociação ou acordo para a saída do Daesh. No momento continuamos combatendo o Daesh", afirmou Nuri Mahmud à AFP usando o acrônimo em árabe do EI.

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